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Mendes refuta fala de Bolsonaro sobre condenados do 8/1 estarem cumprindo “penas de bandidos” (vídeo)

    “Os fatos são extremamente graves. Nós estivemos muito perto de um golpe de Estado, de uma tragédia política” – ASSISTA e SAIBA MAIS

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    Brasília, 8 de abril de 2025

    Em entrevista ao programa Estúdio i, comandado por Andréia Sadi na GloboNews, nesta terça-feira (8/abr), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes refutou a tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro de minimizar os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

    Questionado pelo jornalista Valdo Cruz sobre a avaliação de Bolsonaro, que, em ato na Avenida Paulista, classificou os eventos como não graves e sugeriu que os condenados estariam cumprindo “penas de bandidos”, Mendes foi enfático: “Os fatos são extremamente graves. Nós estivemos muito perto de um golpe de Estado, de uma tragédia política”.

    O ministro criticou a infraestrutura que sustentou os acampamentos em frente aos quartéis, destacando o apoio logístico — como água, luz e até cabeleireiros — e a conivência de setores, inclusive militares, antes e após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro de 2023.

    “Não se exerce direito de reunião em frente a quartéis, como não se faz em frente a hospitais. Foi um tipo de direito de reunião subsidiado”, afirmou, apontando a gravidade do que chamou de “manejo” e “autorização” dessas ações.

    Mendes também fez um alerta sobre o risco iminente à democracia brasileira. “É preciso perceber a gravidade. Não sei quantificar se é mais grave roubar um celular ou jogar o país num abismo, mas essa é a dimensão que precisamos traduzir para as pessoas”, declarou.

    Ele reconheceu, porém, que Bolsonaro pode ter razão ao apontar uma “sucessão de erros”, mas frisou que os mentores agora estão sendo responsabilizados.

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    Contexto e Repercussão

    A fala de Mendes ecoa outras declarações suas sobre o tema. O ministro já havia associado a destruição do STF em 8 de janeiro a uma “raiva intrínseca” manipulada, tendo rebatido o colega Kassio Nunes Marques, que minimizara os atos como um movimento “difuso e descoordenado”. Na visão de Mendes, a intentona golpista foi clara e planejada.

    O ministro descartou qualquer possibilidade de anistia aos envolvidos, chamando-a de “consagração da impunidade”. O ato de Bolsonaro na Paulista, em 6 de abril, reuniu 55 mil pessoas, reforçando a pressão por anistia, mas enfrentando resistência de autoridades como Mendes.

    Implicações Políticas

    A entrevista ocorre em um momento de tensão política, com Bolsonaro, agora réu no STF, intensificando ataques à Corte e ao governo Lula. Mendes já havia expressado “perplexidade e indignação” com planos golpistas revelados pela Polícia Federal, que indiciaram o ex-presidente e aliados.

    Para o ministro, o 8 de janeiro foi o “ápice do extremismo”, incitado por redes sociais, conforme destacou em evento no STF em janeiro de 2025, segundo a mesma fonte.

    A posição de Mendes reforça o entendimento do Supremo de que os atos não foram meros protestos, mas uma ameaça real à ordem democrática, exigindo respostas firmes. Enquanto Bolsonaro busca apoio popular, o STF segue firme na responsabilização dos envolvidos, polarizando ainda mais o cenário político brasileiro.

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