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Meloni: “Chegou o momento para a Europa falar com a Rússia”, mas “a última coisa que quero fazer na vida é um favor a Putin”

    Primeira-ministra italiana propõe abordagem unificada para negociações, alertando sobre riscos de fragmentação em meio à intensificação do conflito na Ucrânia

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    Giorgia Meloni
    Giorgia Meloni durante conferência de imprensa anual de início de ano, na sala de imprensa da Câmara dos Deputados do Parlamento italiano, em Roma, na Itália |9.1.2025| Imagem reprodução
    Resumo Interativo
    RESUMO

    Giorgia Meloni defendeu que a Europa inicie diálogo com a Rússia para encerrar a guerra na Ucrânia, propondo um enviado único da UE para negociar com Putin e evitar abordagens fragmentadas que o beneficiem. Alinhada a Macron, ela rejeitou retorno precoce ao G8 e enfatizou comunicação direta para alavancagem. Em meio a ataques russos com mísseis Oreshnik, tratados como crimes por Kiev, e tensões no Ártico, a proposta busca protagonismo europeu, equilibrando apoio militar à Ucrânia com pragmatismo diplomático. Citações de fontes como Reuters, The Moscow Times e Barron’s garantem precisão, destacando riscos de dispersão e necessidade de unidade para paz sustentável.


    Roma (IT) · 09 de janeiro de 2026

    Em uma conferência de imprensa realizada nesta sexta-feira (09/jan), a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni surpreendeu o cenário internacional ao afirmar que chegou o momento para a Europa retomar o diálogo com a Rússia, mas enfatizando a necessidade de uma abordagem coordenada para não conceder vantagens ao presidente russo Vladimir Putin.

    A União Europeia (UE) não mantém interações de alto nível com o país desde fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu a Ucrânia. Canais diplomáticos técnicos permanecem abertos para questões específicas, como monitoramento de sanções, energia e assuntos humanitários, mas negociações formais sobre paz ou cooperação ampla foram congeladas em resposta à agressão russa.

    A restrição que ainda prevalece tem como estratégia da UE isolar diplomaticamente o Kremlin enquanto impõe sanções econômicas, prorrogadas recentemente até julho de 2026.

    Com a declaração de Meloni, de que “chegou o momento para a Europa falar com a Rússia“, mas de forma unificada para evitar vantagens a Vladimir Putin, sugere uma proposta para retomar contatos mais estruturados, possivelmente via um enviado especial da UE.

    Isso ocorre em meio a uma guerra que persiste, com ataques russos recentes, como o uso de mísseis hipersônicos, e discussões europeias sobre garantias de segurança para Kiev em Paris.

    Pesquisas indicam que cidadãos europeus apoiam diálogos, mas relutam em concessões significativas à Rússia.

    A proposta de Meloni visa um engajamento coordenado para pressionar por fim ao conflito, equilibrando solidariedade à Ucrânia com pragmatismo diplomático.

    Essa declaração surge em um contexto de crescente tensão no conflito Ucrânia-Rússia, com recentes ataques de mísseis hipersônicos russos e rejeições a propostas de manutenção da paz.

    Meloni alinhou-se às recentes observações do presidente francês Emmanuel Macron, que defendeu a reabertura de canais diretos com Moscou. A italiana advertiu contra iniciativas dispersas: “Mas se reabrirmos o diálogo de forma dispersa, estaríamos fazendo um favor a Putin. Essa é a última coisa que quero“.

    Para evitar confusões e fortalecer a posição europeia, Meloni propôs a nomeação de um enviado especial da União Europeia para lidar diretamente com Putin. Essa sugestão visa unificar as vozes do bloco, garantindo maior alavancagem nas negociações.

    O The Moscow Times relata que Meloni enfatizou a importância de restaurar a comunicação direta com o Kremlin para influenciar o fim da guerra, ecoando preocupações sobre o prolongamento do conflito que afeta a economia e a segurança continental.

    Em paralelo, a premiê descartou qualquer discussão prematura sobre o retorno da Rússia ao G8, grupo de nações industrializadas do qual Moscou foi excluída em 2014 após a anexação da Crimeia.

    É muito prematuro falar sobre o retorno da Rússia ao G8” , afirmou ela, conforme a Barron’s News, sublinhando que condições como o respeito à integridade territorial da Ucrânia devem prevalecer antes de qualquer reintegração.

    O posicionamento de Meloni ocorre em meio a eventos recentes, incluindo o lançamento russo do míssil Oreshnik, descrito pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, como uma arma capaz de reduzir alvos a pó, em resposta a ações ucranianas.

    Relatos da France 24 indicam que Kiev tratou o ataque como crime de guerra, intensificando apelos por ações mais firmes contra a frota sombra russa.

    Enquanto isso, Meloni rejeitou especulações sobre ações militares dos Estados Unidos em Groenlândia, defendendo maior presença da Otan no Ártico, conforme noticiado pelo The Guardian.

    Analistas veem nessa iniciativa uma tentativa de Europa assumir protagonismo diplomático, especialmente com transições políticas nos EUA e pressões econômicas decorrentes da guerra.

    Tal diálogo coordenado poderia pavimentar caminhos para a paz, mas alertam para resistências internas na UE, onde nações como Polônia e os países bálticos mantêm posturas mais hawkish contra Moscou, diz o Bloomberg.

    Essa evolução reflete uma diplomacia pragmática, equilibrando solidariedade à Ucrânia – Itália continua fornecendo apoio militar – com a necessidade de estabilidade regional.

    Como reportado pela agência russa TASS, Meloni concorda com Macron na premissa de que o diálogo é essencial, mas insiste em unidade para evitar enfraquecimento coletivo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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