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O que Moraes cobrou de Cláudio Castro sobre megaoperação mais letal da história do Rio

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    Ministro Alexandre
    Ministro Alexandre de Moraes no CICC com Castro e secretários da Segurança do RJ — Foto: Philippe Lima/Governo do RJ


    Reunião no Centro Integrado de Comando e Controle teve como objetivo principal informações e prestação de contas sobre a ação no contexto da ADPF das Favelas



    Rio de Janeiro/Brasília, 03 de novembro 2025

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reuniram nesta segunda-feira (3/11/2025) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, para discutir a megaoperação policial que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão.

    A reunião durou cerca de duas horas e meia e ocorreu sem acesso da imprensa. O encontro foi convocado por Moraes, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece regras para reduzir a letalidade policial no estado.

    Defesa da Legalidade e Proporcionalidade

    Durante a audiência, Castro apresentou dados e um relatório detalhado sobre o planejamento e a execução da operação, nomeada “Contenção“.

    O governo estadual defendeu que a ação cumpriu todas as determinações legais e observou integralmente os parâmetros institucionais e jurisprudenciais aplicáveis.

    Segundo o governador, a operação foi planejada com controle judicial e acompanhamento ministerial, concentrando-se “preferencialmente, em áreas não residenciais, sem impacto sobre escolas, e com emprego proporcional da força“.

    O Estado justificou que a intervenção era um “exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade“, planejada para enfrentar uma facção “altamente armada e estruturada,” no caso, o Comando Vermelho.

    A operação mobilizou um efetivo de 2.500 agentes (1.800 policiais militares e 650 civis) e foi precedida por um ano de investigação e 60 dias de planejamento tático.

    O saldo oficial totalizou 121 mortos — 117 suspeitos e quatro policiais. O governo considerou a ação um “sucesso,” com 113 prisões realizadas (sendo 33 de presos de outros estados) e 118 armas recolhidas.

    A operação Contenção é considerada a mais letal já registrada no país, superando o massacre do Carandiru em 1992.

    Cobranças e Rigor Institucional

    Moraes solicitou formalmente que a administração estadual fornecesse um relatório demonstrando a prévia definição do grau de força adequado, a justificativa formal para a operação, o número de agentes, a identificação das forças atuantes e armamentos utilizados.

    O ministro exigiu o cumprimento integral da ADPF das Favelas, cobrando transparência e perícia independente. No domingo (2/nov), Moraes já havia determinado a preservação rigorosa e integral de todos os vestígios e elementos materiais relacionados à operação.

    O objetivo é garantir o controle e a fiscalização do Ministério Público e o acesso irrestrito da Defensoria Pública.

    A ida de Moraes ao Rio foi de trabalho e “controle institucional“. O ministro também visitou a Sala de Inteligência e Controle do CICC, onde estão instalados os sistemas de reconhecimento facial e das câmeras operacionais portáteis da Polícia Militar, com acompanhamento em tempo real.

    Após a reunião, Moraes seguiu para um almoço com o governador no Palácio Guanabara. Moraes também tinha reuniões agendadas com o presidente do Tribunal de Justiça, o procurador-geral de Justiça e o prefeito Eduardo Paes.

    Informações paralelas e detalhes da tensão

    Fontes indicam que o encontro, que contou com a presença dos secretários de Segurança Pública, Victor Santos; Polícia Militar, Marcelo de Menezes; e Polícia Civil, Felipe Curi, começou tenso, mas a situação foi dissipada à medida que os secretários apresentaram documentos e esclarecimentos.

    A equipe do ministro aprovou e vetou nomes do governo estadual antes do encontro, sinalizando que a visita seria de controle e não de “espetáculo“.

    Uma pesquisa Genial/Quaest destaca que 80% dos fluminenses acreditam que os chefes das facções vivem em bairros ricos, e não nas favelas, informação que, segundo a publicação, desmonta a narrativa belicista da gestão estadual.

    Além disso, 62% dos entrevistados veem a PM cooptada por milícias e facções.

    O programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu o registro de sessenta e dois segundos de “chuva de tiros”, reforçando a visão de “guerra urbana” por parte dos moradores.

    O valor do arsenal apreendido na megaoperação do Rio foi estimado em R$ 12,8 milhões e envolve material de diversos países e o Comando Vermelho.

    Fontes ligadas ao governador relataram à CNN Brasil que a reunião “começou tensa, mas acabou bem“, o que teria sido perceptível quando Moraes se deslocou para almoçar com Castro no Palácio da Guanabara.

    Apesar da defesa do governo e do relato de que a tensão inicial foi dissipada, Castro é um crítico notório das regras estabelecidas pelo STF na ADPF das Favelas, já tendo classificado as restrições como “malditas,” alegando que elas favorecem o crime organizado.

    Após o encontro, Castro afirmou ter conversado com Moraes sobre o “projeto de retomada de territórios” que está sendo organizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

    A ação mais letal da história do Rio reacendeu a disputa sobre a política de segurança pública, com o STF cobrando o cumprimento rigoroso do Estado de Direito em meio a acusações de que a operação foi uma “chacina“.



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    2 comentários em “O que Moraes cobrou de Cláudio Castro sobre megaoperação mais letal da história do Rio”

    1. Grande Moraes moralizando o pais!! Olho vivo neste governadorzinho miliciano envolvido com o tráfico e fazendo tudo o que pode para sua próxima candidatura

    2. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      CASTRO TEM MUITAS EXPLICAÇÕES A DAR SOBRE ESSA CHACINA EM QUE MAIS DE 💯 MORRERAM, ENTRE AS VÍTIMAS ESTÃO POLICIAIS E MORADORES SEM ENVOLVIMENTO COM O CRIME, MUITOS INOCENTES PERDERAM A VIDA

    Os comentários estão fechados.

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