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Deputado do PT cita Bolsonaro e Nikolas Ferreira em mega esquema bilionário do PCC nos combustíveis

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    Veículos da Receita Federal durante operação ‘Carbono Oculto’ |28.8.2025| Imagem reprodução


    Megaoperação em oito estados, com 1.400 membros do MP-SP, MPF e Polícias Federal, Civil e Militar nesta quinta (28), mira 350 alvos por sonegação de R$ 7,6 bilhões, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro – SAIBA MAIS



    Brasília, 28 de agosto de 2025

    Uma megaoperação policial deflagrada nesta quinta-feira (28) mobilizou cerca de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar em oito estados brasileiros: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

    Nomeada Operação Carbono Oculto, a ação tem como alvo mais de 350 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento em um esquema criminoso liderado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

    As acusações incluem sonegação de impostos no montante de R$ 7,6 bilhões, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato, segundo várias fontes, como o g1.

    As irregularidades foram identificadas em diversas etapas da cadeia de produção e distribuição de combustíveis, prejudicando consumidores e a economia formal.

    A operação revelou que o PCC utilizava uma rede complexa de empresas, incluindo fintechs, fundos de investimento e postos de combustíveis, para ocultar a origem de recursos ilícitos e maximizar lucros.

    Um dos principais eixos do esquema envolve a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, que era desviado para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários.

    Cerca de 1.000 postos de combustíveis em 10 estados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com uma fintech específica atuando como “banco paralelo” do crime, transacionando R$ 46 bilhões no mesmo período.

    A Receita Federal identificou 40 fundos de investimento, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela facção, usados para adquirir usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras e imóveis de luxo, como uma casa em Trancoso (BA) avaliada em R$ 13 milhões.

    No campo político, o deputado Jorge Solla (PT-BA) trouxe à tona acusações que conectam o esquema a decisões políticas recentes.

    Em postagem nas redes sociais, Solla afirmou que “a PF identificou atuação do PCC no setor de combustíveis” e apontou que “quem privatizou a BR Distribuidora e a RLAM foi o ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto “quem votou contra monitorar fintechs” foi o deputado Nikolas Ferreira.

    O parlamentar petista ainda questionou: “Acredita em coincidências?”, sugerindo que essas ações podem ter facilitado a infiltração do crime organizado no setor.

    Solla também criticou a direita por ser “contra taxar ricos”, insinuando uma relação entre a falta de regulação e o avanço do crime.

    A BR Distribuidora (atual Vibra Energia) e a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada na Bahia, foram privatizadas durante o governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, sob a justificativa de promover maior eficiência e competitividade no mercado.

    No entanto, críticos argumentam que a desregulamentação e a venda de ativos estratégicos podem ter criado brechas para a atuação de organizações criminosas.

    Quanto à regulação de fintechs, a Receita Federal destacou que a revogação de normas de transparência em 2025, como a e-Financeira, ampliou a vulnerabilidade do sistema financeiro, permitindo o uso de contas-bolsão para ocultar transações.

    A resistência à fiscalização de fintechs foi debatida no Congresso Nacional, com Nikolas Ferreira entre os parlamentares que se opuseram a medidas de maior controle.

    A Operação Carbono Oculto é considerada a maior ação contra o crime organizado no Brasil em termos de cooperação institucional.

    Além das medidas criminais, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) planeja bloquear bens no valor de R$ 7,67 bilhões para recuperar os tributos sonegados.

    A força-tarefa conta com o apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), que reforçam a fiscalização e a recuperação fiscal.



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