Medo de não ter 2º turno une adversários contra LULA, mostra Kotscho

Ao centro o ex-presidente Lula durante discurso em abril de 2021, em foto de Marcelo D. Sants (Framephoto) para o Estadão Conteúdo, rodeado pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro, o pedetista Ciro Gomes e o Governador de São Paulo, João Doria | Painel


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Em todas as pesquisas do Datafolha, Lula, que deixou o governo com mais de 80% de aprovação, é considerado o melhor presidente da história do Brasil e, Bolsonaro, o pior.

O jornalista Ricardo Kotscho coloca no ar, neste domingo (23/1), mais um de seus textos de opinião e análise política para satisfazer uma classe de leitores que quase agoniza pela demora de suas publicações devido ao deleite de leitura proporcionados por alguns dos trechos do que escreve.

Destacam-se, neste artigo, as sentenças “Kotschistas:

  • Não deve ter em todo o território nacional um desavisado “se esquecendo de quem é LULA”, que está há 50 anos na vida pública [editorialistas do Estadão disseram que o povo se esquece quem é o ex-presidente];
  • Se a eleição fosse uma briga de galos, basta ver qual o Estadão está apoiando, e apostar no outro. Não tem erro” e
  • Pena que Bolsonaro não lê jornais. Ele teria neste editorial [do Estadão] um perfeito roteiro para perder a reeleição, se é que para isso ele precise ainda de alguma ajuda”.

“Bolsonaro, Moro, Ciro e Doria deram-se conta, depois de ler as primeiras pesquisas deste ano, que existe a possibilidade real de nem haver segundo turno em 2022 e voltaram suas baterias para LULA, que em nenhuma das suas outras cinco campanhas presidenciais anteriores entrou no ano eleitoral com tal vantagem, a maioria absoluta dos votos válidos“, escreve o colunista do UOL, Kotscho, em seu Balaio.

O colunista cita matérias de jornais revelando as estratégias do quarteto da “terceira via”:

  • Doria vai centrar artilharia em LULA justificando que “é preciso iniciar de imediato o processo de desconstrução do petista, que reina nas pesquisas e pode até ganhar no primeiro turno“.
  • Bolsonaro investe em comparações com Dilma para desgastar LULA“, conforme destaca outra matéria de jornal, e pretende requentar antigas denúncias já enterradas pela Justiça.
  • Ciro Gomes, em sua quarta tentativa de sentar na cadeira do Presidente, acionou sua metralhadora giratória contra todo mundo, mas o alvo principal também foi LULA.
  • E Moro, finalmente, responde a críticas do PT pelo Twitter (creia, essa parece ser a estratégia).

Kotscho diz que, na plataforma, o ex-juiz ironizou artigo publicado pela Folha por ex-secretários do Ministério da Justiça em governos do PT, no qual atacam propostas suas para reformar o Judiciário.

Moro respondeu naquele seu estilo curto e grosso, que é o máximo que seu pobre vocabulário permite: “Bom foi o Ministério da Justiça durante o governo do PT. Corrupção se espalhou, assassinatos explodiram, crime organizado cresceu“, disse Moro.

O jornalista também envolve o Estadão, que faz parte da ofensiva do “todos contra Lula”. Com o título “O mal que Lula faz à democracia“, o jornal publicou um editorial que fez lembrar aquela da véspera da última eleição, sobre a “difícil escolha” entre o professor Haddad e o capitão Bolsonaro.

Inconformado com as pesquisas, o editorialista escreve [inventa] que “as sondagens de intenção de voto mostram que parte do eleitorado está se esquecendo de quem é LULA. Convém recordar o que o PT fez em sua passagem pelo poder“.

Como assim?“, indaga perplexo o colunista. “Na verdade, não é “parte do eleitorado”, mas a ampla maioria“.

E não deve ter em todo o território nacional um desavisado “se esquecendo de quem é Lula”, que está há 50 anos na vida pública, criou um partido e venceu duas eleições presidenciais“.

O problema é que, ao contrário do que escreve o editorialista, o povo se lembra muito bem do que “o PT fez em sua passagem pelo poder”. E, por isso mesmo, Lula tem essa ampla vantagem nas pesquisas e pode até vencer já no primeiro turno.

“Nascidos para perder” é o título de um pequeno livro sobre a história do antigo Estadão, de Palmério Doria Vasconcelos e Milton Severiano da Silva, que conta como o jornal esteve sempre do lado errado da história. Vale a pena procurar nos sebos eletrônicos. Se a eleição fosse uma briga de galos, basta ver qual o Estadão está apoiando, e apostar no outro. Não tem erro”, escreve o grande Kotsho.

Pena que Bolsonaro não lê jornais. Ele teria neste editorial um perfeito roteiro para perder a reeleição, se é que para isso ele precise ainda de alguma ajuda”.

Vida que recomeça

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