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Médicos argelinos voluntários retornam de Gaza para casa e são recebidos em aeroporto como heróis (vídeo)

    De acordo com a Quds News Network (Rede de notícias Quds), a delegação médica argelina recebeu uma recepção calorosa ao retornar de Gaza – As imagens foram postadas nesta sexta-feira (26/7) – ASSISTA

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    Um vídeo postado nas redes sociais pelo perfil Quds News Network (Rede de notícias Quds) mostra um grupo de homens sendo recepcionados em um aeroporto por centenas de pessoas que agitavam bandeiras da Palestina e seguravam buquês de flores.

    De acordo com a informação da conta, os homens são médicos argelinos voluntários que retornaram para casa e foram recebidos calorosamente pela população, ao desembarcarem no aeroporto.

    A delegação médica argelina recebeu uma recepção calorosa ao retornar de Gaza“, diz a mensagem do perfil no X, onde também foram compartilhadas as imagens.

    Assista a seguir e leia mais depois:



    A Quds News Network é uma agência de notícias palestina independente afiliada ao Hamas e à Jihad Islâmica Palestina.​ A QNN é popular entre os jovens usuários da internet na Palestina devido à sua forte presença nas redes sociais, onde combina relatórios de notícias de última hora feitos por autônomos e voluntários com uma rápida distribuição de conteúdo em vídeo, frequentemente gráfico. Por este motivo, o Christian Science Monitor diz que a enorme presença do site nas redes sociais e o compartilhamento rápido de imagens “gerou acusações dos israelenses de que as redes sociais palestinas estão ajudando a alimentar um ciclo repetitivo de violência“. Segundo o jornalista da QNN, Ahmed Yousef, “a missão final da Quds News não é sobre negócios ou jornalismo, mas sim promover a luta palestina contra Israel“. Em outubro de 2019, a QNN foi um dos mais de 40 sites na Cisjordânia bloqueados pela Autoridade Palestina como parte de uma ofensiva contra vozes de oposição e críticas ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abás. A medida se tornou amplamente conhecida depois que os palestinos protestaram nas redes sociais e nas ruas contra o bloqueio. Na mesma semana, o bloqueio provocou protestos na Faixa de Gaza, acusando o Fatah de censura. Posteriormente, o antigo Twitter, hoje X. suspendeu as contas da QNN em novembro de 2019, como parte de uma suspensão mais ampla de contas devido à sua afiliação com o Hamas e o Hezbollah.


    “…nossas bombas estão estraçalhando mulheres e crianças aos milhares, escrevem profissionais de saúde dos EUA voluntários em Gaza, em carta para Joe Biden (leia a seguir)

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    Na quinta-feira (25/7), o cirurgião norte-americano Feroze Sidhwa divulgou uma carta aberta em sua conta no X, onde marcou os nomes do presidente, Joe Biden, da vice-presidente Kamala Harris e da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden.

    No documento, que representa um grupo de 45 médicos e enfermeiros voluntários que está na Faixa de Gaza prestando ajuda humanitária desde o começo da guerra entre Israel contra o Hamas, eles condenam a ajuda ao país liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu:

    Presidente Biden e vice-presidente Harris, nós pedimos a vocês: deem um fim a essa loucura agora!“, diz um trecho da missiva, que começa com depoimentos individuais de quatro voluntários que estão no enclave. O autor da postagem, por exemplo, diz que nunca viu “ferimentos tão horríveis, numa escala tão grande, com tão poucos recursos”. 

    As nossas bombas estão estraçalhando mulheres e crianças aos milhares. Os seus corpos mutilados são um monumento à crueldade”, disse Feroze Sidhwa. A ginecologista Thalia Pachiyannakis escreve: “Vi tantas mortes de recém-nascidos e mães que poderiam ter sido facilmente evitadas se os hospitais estivessem funcionando normalmente”.

    Asma Taha, enfermeira pediátrica, afirma: “Todos os dias eu vi bebês morrerem. Eles nasceram saudáveis, mas suas mães estavam tão desnutridas que não conseguiam amamentar e não tínhamos fórmula nem água potável para alimentá-los, por isso eles morriam de fome. Já o Dr. Mark Perlmutter escreveu: “Em Gaza foi a primeira vez que segurei o cérebro de um bebê nas mãos. O primeiro de muitos”.

    Presidente Biden, gostaríamos que você pudesse ver os pesadelos que atormentam tantos de nós desde que voltamos: sonhos com crianças mutiladas por nossas armas, e suas mães inconsoláveis ​​​​implorando que as salvemos. Gostaríamos que você pudesse ouvir o choro e gritos que nossas consciências não nos deixarão esquecer. Não podemos acreditar que alguém continue a armar o país que mata deliberadamente estas crianças depois de ver o que vimos“, diz o texto.

    Os voluntários também disseram que o número de mortos no conflito é maior do que o que está sendo divulgado. Segundo a Reuters, autoridades de saúde palestinas falam em 39 mil, a maioria civis. “É provável que o número de mortos neste conflito já seja superior a 92 mil, uns surpreendentes 4,2% da população de Gaza“, dizem.

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