Deputada trans acusa governo Trump de transfobia após visto diplomático identificar seu gênero como masculino – SAIBA MAIS
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Brasília, 18 de abril de 2025
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou que se reunirá nos próximos dias com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para discutir a alteração de sua identidade de gênero para “masculino” em um visto diplomático emitido pelos Estados Unidos.
A mudança, que contraria a certidão de nascimento e o passaporte brasileiro da parlamentar, registrados como femininos, levou Hilton a cancelar uma viagem para palestrar na Brazil Conference at Harvard & MIT 2025, no painel “Diversidade e Democracia”.
A deputada classificou o ato como “transfobia de Estado” e “desrespeito” à soberania brasileira, prometendo acionar a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o governo de Donald Trump.
Vieira, embora pretenda ouvir Hilton, destacou que a decisão é soberana dos EUA, refletindo a política americana que reconhece apenas dois sexos, conforme a Ordem Executiva 14168, segundo a CNN Brasil.
A Embaixada dos EUA no Brasil informou que registros de vistos são confidenciais e reiterou sua política de reconhecer apenas os gêneros masculino e feminino, considerados “imutáveis desde o nascimento”.
Essa postura, implementada desde a posse de Trump em janeiro, já gerou controvérsia em outros casos, como o da atriz trans Hunter Schafer, que teve seu passaporte alterado para “masculino” em fevereiro.
Hilton, que teve um visto anterior em 2023 registrado corretamente como feminino, denunciou a alteração como uma violação de seus direitos e um desrespeito aos documentos oficiais brasileiros.
A deputada enviou um ofício ao Itamaraty solicitando com Vieira a reunião, que terá caráter mais simbólico, já que a emissão de vistos é prerrogativa soberana dos EUA.
O caso gerou indignação entre parlamentares brasileiros, com deputados de diversos espectros políticos defendendo Hilton.
A deputada argumentou que a ação americana representa um problema diplomático, ao ignorar a soberania de outros países, e expressou insegurança para viajar, optando por cancelar sua participação no evento.
Hilton considera a política de Trump “excludente e higienista”.
Enquanto o Itamaraty busca uma data para o encontro, a deputada prepara ações jurídicas internacionais, visando questionar a legalidade da alteração de gênero em documentos oficiais.
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A reunião entre Vieira e Hilton não deve reverter a decisão americana, mas busca ouvir as preocupações da parlamentar.
O caso expõe tensões entre a política externa brasileira, que defende o diálogo, e as medidas de Trump, que revertem agendas de inclusão, como a proibição de pessoas trans nas forças armadas.
A situação reforça o debate global sobre direitos trans e soberania nacional, enquanto Hilton segue articulando respostas em fóruns internacionais.












