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Mauro Cid disse que preferia Lula a Michelle em 2026 devido a “muita coisa suja” e Wajngarten sugeriu Malafaia

    Mauro Cid disse que preferia Lula a Michelle em 2026 devido a “muita coisa suja” e Wajngarten sugeriu Malafaia


    Montagem de prints mostra algumas das mensagens no celular de MAURO CID | Imagens reprodução UOL


    Novos capítulos da antipolítica brasileira foram extraídos de mensagens do celular do ex-ajudante de ordens do agora réu no STF por tentativa de golpe de Estado – SAIBA MAIS

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    Brasília, 17 de maio de 2025

    Em uma troca de mensagens revelada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, o advogado e ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, afirmou ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid, em 19 de janeiro de 2023, que planejava lançar o pastor Silas Malafaia como candidato à Presidência em 2026, caso Jair Bolsonaro se tornasse inelegível.

    Wajngarten destacou a “oratória impecável” de Malafaia e a religiosidade do Brasil como fatores favoráveis, sugerindo que o pastor poderia ser um “outsider” capaz de unir a direita. Contudo, Malafaia negou qualquer intenção de concorrer, afirmando que prefere atuar nos bastidores, apoiando candidatos, mas sem ambições eleitorais.

    As mensagens, extraídas do celular de Cid, que contém mais de 20 mil arquivos e 158 mil mensagens no WhatsApp, conforme análise do colunista Aguirre Talento, do UOL, também revelam críticas à possível candidatura de Michelle Bolsonaro.

    Em 27 de janeiro de 2023, Cid ironizou a ideia do PL de lançá-la, dizendo “prefiro o Lula, hahahaha”, ao que Wajngarten respondeu “Idem”.

    Cid ainda afirmou que Michelle seria “destruída” na política devido a “muita coisa suja” em sua biografia, segundo o portal.

    Essas conversas expõem tensões internas no campo bolsonarista, com Wajngarten e Cid questionando a viabilidade de Michelle como candidata.

    Apesar do plano de Wajngarten, Silas Malafaia demonstrou apoio a Michelle Bolsonaro em outros momentos, como em resposta a uma proposta de Michel Temer por uma candidatura única da direita em 2026.

    Malafaia criticou Temer por não mencionar Michelle, que, segundo ele, lidera pesquisas e reúne apoio de bolsonaristas, mulheres e evangélicos, conforme noticiado pelo Estadão.

    Wajngarten também reagiu, chamando de “palhaçada” qualquer articulação que exclua Bolsonaro ou seus indicados.

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    Essas movimentações sugerem um cenário de disputas internas na direita para definir o sucessor de Bolsonaro, que permanece inelegível.

    As revelações das mensagens intensificam o debate sobre o futuro político da direita brasileira, com Malafaia e Michelle Bolsonaro emergindo como figuras centrais, mas com resistências internas.

    A articulação de Wajngarten, somada às críticas a Michelle, indica que o bolsonarismo enfrenta desafios para unificar sua base rumo a 2026, enquanto líderes como Malafaia preferem manter influência sem assumir candidaturas diretas.

    A ideia de lançar Malafaia foi um movimento isolado de Wajngarten, sem avanços concretos, destacando a complexidade das estratégias políticas no campo conservador.

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