Delação também complica o deputado federal Eduardo Pazuello, que seria um dos que teriam se posicionado a favor de um golpe de Estado
Em delação homologada pela Polícia Federal, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, disse a investigadores que Luciano Hang, dono da ‘Havan‘, e Meyer Nigri, fundador da ‘Tecnisa‘, participaram de um plano para evitar a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o militar, eles pressionaram o então presidente Jair Bolsonaro (PL) a fazer com que o Ministério da Defesa produzisse um relatório “mais duro” sobre o processo eleitoral de modo a “virar o jogo”, em um plano não concretizado, conforme mostra matéria no portal ‘Metrópoles‘.
Cid detalhou à PF que a convesa teria ocorrido em novembro.
Segundo o texto, a delação complica também o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que seria um dos que teriam se posicionado a favor de um golpe de Estado.
Em 11 de janeiro de 2023, após a posse de Lula, o dono das lojas ‘Havan‘ fez uma postagem desejando sorte ao presidente eleito e repudiando as depredações às sedes dos Três Poderes.
O teor da delação referente a Pazuello e aos empresários foi publicado pela revista ‘Veja‘.
Em janeiro, em uma ação civil movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Hang foi condenado a pagar mais de R$ 85 milhões por coagir os empregados a votarem em Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.
