Ex-presidente foi derrotado pelo estadista no segundo turno da eleição, quando se tornou o primeiro chefe de Executivo nacional a não conseguir se reeleger para o cargo. No mês passado, Cid e outras 36 pessoas, incluindo o inelegível, foram indiciadas por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Organização criminosa
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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do inelegível até 2030 e indiciado pela PF (Polícia Federal), Jair Bolsonaro (PL) reforçou, em depoimento à instituição policial nesta quinta-feira (5/12) que de fato o general Walter Braga Netto teve participação decisiva na trama golpista que vosou impedir a posse do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cid também foi questionado sobre o plano “Punhal Verde e Amarelo“, para matar Lula, o vice-Presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
O novo depoimento do militar à PF ocorre duas semanas após ele ter sido ouvido por Moraes nos 14 depoimentos já prestados ao ministro sobre a trama golpista. Cid conseguiu manter sua delação após delatar Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
O ex-ajudante de ordens também afirmou que não sabia de um plano para os assassinatos elaborados pelo general Mario Fernandes, então número 2 da Secretaria-Geral da Presidência no falido governo do ex-presidente Bolsonaro, disse a CNN Brasil.
O relatório final da PF aponta que documento com o “planejamento operacional” para as mortes foi impresso pelo general da reserva no Palácio do Planalto e levado ao Palácio da Alvorada, no dia 9 de novembro de 2022, quando Bolsonaro ainda estava ocupando a residência oficial que hoje ocupa o Presidente Lula, desde 1 de janeiro de 2023.
Bolsonaro foi derrotado por Lula no segundo turno da eleição, quando se tornou o primeiro chefe de Executivo nacional a não conseguir se reeleger para o cargo. No mês passado, Cid e outras 36 pessoas, incluindo o inelegível, foram indiciadas por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Organização criminosa.
O inquérito que apura o caso já foi encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), sob a responsabilidade de Paulo Gonet, pelo relator da Corte máxima de Justiça do Brasil, o ministro Alexandre de Moraes. Cabe agora a Gonet decidir se denuncia ou não os indiciados.
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