Aliados do ex-ajudante de ordens do inelegível até 2030 estão pessimistas sobre o militar conseguir manter o acordo e avaliam que, caso a colaboração seja cancelada, ele poderá ter a prisão determinada novamente ao final da audiência
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Sob o risco de perder os benefícios da delação premiada firmada em setembro de 2023, o ex-ajudante de ordens do inelegível Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, demonstrou desânimo e chorou diante de familiares na véspera de audiência com o ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal), marcada para esta quinta-feira (21/11), segundo informações da CNN Brasil.
Cid responderá a perguntas do relator do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, oportunidade em que deverá argumentar sobre contradições e omissões apontadas pela PF (Polícia Federal), também na presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deve apresentar denúncia contra Bolsonaro e outros nomes, nos próximos dias.
Segundo a matéria, pessoas próximas estão pessimistas de que Cid conseguirá manter o acordo de delação premiada e avaliam que, caso a colaboração seja cancelada, ele poderá ter a prisão determinada novamente ao final da audiência. Caso a delação de Mauro Cid seja cancelada por descumprimento do acordo, as provas e informações prestadas seguem válidas para o inquérito.
A PF está prestes a concluir o inquérito que investiga Bolsonaro e seus aliados por uma tentativa de golpe de Estado e a audiência com o ex-ajudante de ordens será um dos últimos atos da investigação. O ex-ajudante afirma não ter conhecimento de um plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes, reafirmando apenas sua consciência sobre a tentativa de manter Bolsonaro na Presidência.
Cid justifica que respondeu todas as perguntas e espera explicar o contexto das mensagens que a PF usa como prova de seu conhecimento sobre o plano. As investigações revelaram trocas de mensagens que indicam que ele sabia do monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, o que pode anular a delação premiada. Ele alegou em depoimento que não sabia que isso era ilegal.
Mauro Cid é central na apuração sobre a tentativa de golpe por Bolsonaro e seus aliados; o STF homologou seu acordo de delação em 9 de setembro de 2023, permitindo sua saída da prisão, onde estava desde 3 de maio, devido a uma investigação sobre dados falsos nos cartões de vacina do ex-presidente.
Em março deste ano, Mauro Cid enfrentou o risco de perder a delação premiada devido a áudios vazados criticando Alexandre de Moraes e a Polícia Federal. Após depor no dia 22, ele foi preso novamente, passando mal durante a audiência. Contudo, foi solto em 3 de maio por decisão de Alexandre de Moraes, que manteve o acordo de delação.
Na decisão, o ministro destacou que o ex-ajudante de ordens afirmou a legalidade do acordo e considerou os áudios da revista Veja como mero desabafo. Após a prisão, Cid ficou sujeito a uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, comparecimento semanal à Justiça, e está proibido de deixar o país, usar redes sociais, e se comunicar com outros investigados, exceto com seus familiares diretos.
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