O secretário especial da Cultura, Mario Frias, em foto reprodução/YouTube. Ao lado, a imagem digital do passaporte de vacinação | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O secretário da Cultura ainda chamou de “vagabundos” todos os que querem “tomar [sua] liberdade e da [sua] família sem que [ele] lute por ela“
“Estou viajando a trabalho, quando recebo a notícia de que minha esposa foi expulsa de um hotel no Rio de Janeiro, junto com minha filha de 10 anos, porque não tinham essa porcaria criminosa do passaporte de vacinação“, afirmou, inacreditavelmente, o secretário especial da cultura, Mario Frias, em um tuíte postado na noite deste sábado (18/12).
“Descobri que isso se deu por causa de um decreto criminoso, onde um burocrata de merda se comporta como um tirano de bordel. É inacreditável o rumo que o mundo está tomando!“, prosseguiu.
“Um merda inútil ter a coragem de impedir minha família de ter um teto para dormir às 21h da noite é criminoso. O mais revoltante é que, enquanto eles tratam o povo como escravo, estão por aí farreando e bebendo, como canalhas hipócritas que são!“, disse Frias, que concluiu conforme a seguir:
“Irei processar todos os responsáveis por esse ato. Vocês não irão tomar minha liberdade e da minha família sem que eu lute por ela. Vagabundos!“.
Uma seguidora se opôs à verbalização desnecessária do secretário, chamou-o de medíocre e disse que o povo não tem que conviver com ele.
“Não quer tomar vacina o problema é seu, mas o restante da população não tem que conviver com você”, afirmou o perfil.
“Porque se toma vacina não só por você, mas também pelos outros”, prosseguiu na resposta.
“Mas medíocre como vc é, não sabe o que é empatia, nem solidariedade”, pontuou.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
A fala de Frias repercutiu e virou uma matéria no jornal O Globo, em que a redação afirmou que a exigência de protocolo sanitário está em vigor na cidade como prevenção por conta da variante Omicron.
Em decreto publicado no início de dezembro, a prefeitura do Rio ampliou a cobrança do passaporte vacinal. A lista de estabelecimentos em que é exigida a comprovação da imunização contra a Covid-19 aumentou e, a partir de agora, será preciso apresentar o certificado para acessar shoppings, ir a áreas internas ou com cobertura de restaurantes e bares, se hospedar em hotéis e utilizar serviços de transporte individual, como táxi e aplicativos.
No início de novembro, o Ministério Público Federal solicitou à Justiça a derrubada da portaria editada pelo secretário especial da Cultura que proíbe a exigência de passaporte sanitário em projetos financiados pela Lei Rouanet. De acordo com o MPF, a medida adotada por Mário Frias teve como objetivo “interferir nas medidas sanitárias e epidemiológicas” e representa um “desvio de finalidade”, porque não cabe a um órgão subordinado ao Ministério do Turismo determinar ações de prevenção e controle da Covid-19.
Também neste sábado, o ex-ator Thiago Gagliasso foi escalado para substituir Mario Frias por ele ter sido impedido de comparecer a um evento em Niterói por que estava cumprindo quarentena de quatro dias após ingressar no Brasil sem o passaporte sanitário.
