📷 Mario Frias com Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, no filme Dark Horse / Foto: Reprodução / redes sociais [digital remaster upscaling photo]
| Brasília (DF)
23 de junho de 2026
O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme Dark Horse, e seu ex-chefe de gabinete Raphael Augusto Azevedo inseriram o e-mail karinamercosul2@gmail.com em duas notas fiscais de hospedagem no Mercure Hotel de Campinas.
Os documentos, emitidos em 28 de abril de 2023, geraram reembolso pela Câmara dos Deputados via cota parlamentar.
O endereço eletrônico pertence a Karina Ferreira da Gama, produtora do longa-metragem e presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB).
Registros da Receita Federal e do domínio do instituto confirmam a vinculação.
Os valores reembolsados foram modestos — R$ 594,30 e R$ 513,00 —, mas a escolha do e-mail chamou atenção por ligar diretamente despesas parlamentares a uma empresária sob investigação.
Conforme documentos oficiais da Câmara dos Deputados, as notas fiscais estão disponíveis publicamente.
A reportagem do portal Amado Mundo foi a primeira a destacar esse detalhe específico.
O caso não surge isolado. Mário Frias destinou emendas parlamentares de R$ 1 milhão ao Instituto Conhecer Brasil.
A entidade, ligada à produtora Go Up Entertainment de Karina Ferreira da Gama, tornou-se alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo em 1º de junho de 2026.
A apuração investiga suposto desvio de recursos em contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi, além do uso de notas fiscais canceladas ou consideradas frias.
A Folha de S.Paulo e o Estadão relataram que empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama receberam repasses do gabinete de Mário Frias, incluindo R$ 154 mil para a Complexsys, citada na mesma investigação por emissão de nota fiscal cancelada de R$ 2 milhões.
O Intercept Brasil e o UOL também documentaram repasses a advogados e empresas do círculo da produtora.
Mário Frias nega qualquer desvio de emendas para custear o filme Dark Horse.
Em manifestação ao ministro Flávio Dino, do STF, o parlamentar afirmou que não há prova de irregularidade e que um parecer da própria Câmara dos Deputados confirmou a regularidade das indicações.
A apuração no Supremo trata de possível desvio de finalidade das emendas ao ICB.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
FAQ Rápido
O que exatamente aconteceu com as notas fiscais?
Mário Frias e seu ex-assessor usaram o e-mail de Karina Ferreira da Gama em duas contas de hotel de 2023 que foram reembolsadas pela Câmara dos Deputados.
Por que isso importa?
O e-mail pertence a uma empresária investigada por suposto desvio de recursos públicos e que recebeu emendas indicadas pelo próprio deputado, criando sobreposição de interesses que demanda esclarecimento.
Há crime comprovado?
Até o momento, trata-se de investigação em curso no STF e na Polícia Civil de São Paulo. Mário Frias nega irregularidades e afirma que as emendas foram regulares.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
