Leia as reações ao mico inédito vindas de políticos noruegueses, jornalistas independentes e ativistas, que classificaram a ação como absurda, patética e potencialmente danosa à reputação global de uma importantíssima honraria
A opositora venezuelana Maria Corina Machado entregou seu Prêmio Nobel da Paz 2025 a Donald Trump em 15/jan, gerando repúdio global de progressistas. Políticos noruegueses como Kirsti Bergstø chamaram de “absurdo” e “patético”, enquanto analistas como Lena Lindgren veem dano à credibilidade do prêmio. Fontes destacam oportunismo e humilhação, com ativistas acusando traição e belicismo. O Comitê Nobel esclareceu que o título não se transfere.
Brasília (DF) · 17 de janeiro de 2026
Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, provocou um terremoto diplomático ao entregar sua medalha ao presidente Donald Trump durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira (15/jan).
O ato, descrito por ela como um “gesto de gratidão” pela suposta defesa da democracia na Venezuela, foi recebido com veemência por vozes progressistas ao redor do mundo, que o veem como uma profanação do legado de Alfred Nobel.
Políticos noruegueses, jornalistas independentes e ativistas de esquerda classificaram a ação como absurda, patética e potencialmente danosa à reputação global do prêmio, conforme publicou o jornal inglês The Guardian.
Em Oslo, berço da premiação, a reação foi imediata e cortante. Kirsti Bergstø, líder do Partido Socialista de Esquerda da Noruega e porta-voz de política externa, qualificou o episódio como “acima de tudo, absurdo”, argumentando que Trump se apropria de honrarias alheias para inflar seu ego.
Trygve Slagsvold Vedum, chefe do Partido do Centro, rotulou o presidente americano de “clássico exibicionista que quer se adornar com honras e trabalhos de outros“.
Esses comentários ecoam um sentimento de constrangimento nacional, com analistas como Lena Lindgren, colunista do semanário norueguês Morgenbladet, alertando que o comitê Nobel falhou em gerenciar o “capital simbólico” do prêmio, resultando em uma politização perigosa.
Uma pesquisa realizada pelo tabloide Nettavisen antes da premiação revelava que três quartos dos noruegueses se opunham a qualquer reconhecimento a Trump, mesmo em cenários hipotéticos de acordos de paz, reforçando o repúdio atual.
Nos Estados Unidos, fontes não pouparam adjetivos. A revista The New Republic destacou o intercâmbio como um “troca de bugigangas“, onde Machado saiu com uma sacola de souvenirs trumpistas em troca da medalha, sem ganhos concretos para sua causa, enquanto o Comitê Nobel esclareceu que a doação não transfere o título de laureada.
Já o site satírico britânico The Poke, alinhado a perspectivas liberais, ironizou o episódio como “patético”, retratando Trump como alguém que “ficou amuado até receber o prêmio de outra pessoa”.
O deputado norueguês Raymond Johansen, do Partido Trabalhista, foi ainda mais incisivo, chamando o aceitamento de Trump de “incrivelmente embaraçoso e danoso para um dos prêmios mais reconhecidos e importantes do mundo”, temendo que legitime tendências antipacifistas.
Reações em redes sociais e fóruns amplificaram o descontentamento. No Reddit, usuários de comunidades latino-americanas e de debate político tacharam o gesto de “vergonhoso”, “humilhante” e de “lambida de botas”, com um comentador anônimo rotulando Machado como “a maior puxa-saco da história moderna” e alertando que ela desperdiçou capital político em uma farsa sem retornos.
Ativistas , como o jornalista Manolo De Los Santos, condenaram a escolha inicial do Nobel por premiar alguém que endossou invasões militares americanas na Venezuela, qualificando-a como um endosso a “matanças extrajudiciais” por forças navais dos EUA.
Similarmente, o analista geopolítico Danny Haiphong a chamou de “completa desgraça”, destacando suas alianças com figuras como Benjamin Netanyahu e sua postura belicosa.
Internacionalmente, o episódio reacende debates sobre a politização do Nobel, com argumentos de que premiações controversas – como esta – envernizem intervenções imperialistas.
Nick Cruse, do coletivo Revolutionary Blackout Network, observou que o foco no prêmio apenas expôs as “ações traidoras e ideologia genocida” de Machado, qualificando-o como um erro arrogante da elite global.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:


O ato infame – promovido pela belicosa Machado, aceiete e ressaltado pelo histrião Trump -, contra o Nobel da Paz, servirá de alerta, para que nas próximas escolhas, não sejam laureadas, gentes desses tipos.
Nesta edição, o papelão já começa com a própria Academia, que se submete a dar o prêmio a uma traidora, sabotadora do povo venezuelano, só pra agradar o grande ditador Laranjão, do Império Yankee. O que vem a seguir dessa lambe-botas do referido ditador, é mais vergonhoso, ainda. Principalmente depois que o dito mandou atacar a soberania do seu país. Lamentável.
Misericórdia…
Os comentários estão fechados.