O parlamentar acrescentou, sobre o escritor filho do deputado assassinado, que “precisamos acabar com esse extremismo e com esses adoradores de ditadura ” – ASSISTA E SAIBA MAIS
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Filho do deputado Rubens Paiva, assassinado pela ditadura militar, o escritor e autor de Ainda Estou Aqui, que deu origem ao premiado filme homônimo, Marcelo Rubens Paiva levou uma mochilada no rosto, neste domingo (23/fev), durante sua participação em um dos mais tradicionais blocos do pré-Carnaval de São Paulo, o Acadêmicos do Baixo Augusta.
O deputado federal André Janones (Avante-MG) compartilhou em sua conta na plataforma de microblog X o “momento exato em que o bolsonarista vagabundo arremessou uma mochila no Marcelo Rubens Paiva“, acrescentando que “precisamos acabar com esse extremismo e com esses adoradores de ditadura (pelas vias legais) urgentemente“.
Assista ao momento:
🚨VEJA: Momento exato em que o bolsonarista vagabundo arremessou uma mochila no Marcelo Rubens Paiva. Precisamos acabar com esse extremismo e com esses adoradores de ditadura (pelas vias legais) urgentemente. pic.twitter.com/jf2A2f1TvB
— André Janones (@AndreJanonesAdv) February 23, 2025
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também compartilhou as mesmas imagens e afirmou: “O Carnaval é festa, liberdade e democracia — tudo o que a extrema-direita despreza. A agressão covarde sofrida por Marcelo Rubens Paiva em um bloco que celebrava sua história escancara o ódio daqueles que não toleram a alegria e a diversidade. Mas não vão nos calar: seguimos ocupando as ruas com respeito, música e resistência. No Carnaval, a violência não tem espaço — aqui, só há lugar para o povo e sua celebração irrestrita da vida“.
O cientista geopolítico e influenciador digital Vinicios Betiol compartilhou outro recorte de vídeo mostrando o antes e depois da mochilada e afirmou: “Quando um “cidadão de bem” descobriu que Marcelo Rubens Paiva, autor do livro “Ainda Estou Aqui“, estava presente no bloco de Carnaval, simplesmente resolveu o agredir.”
“Paiva é um SENHOR DE IDADE E CADEIRANTE. Esse é o ódio que o filme da Fernanda Torres, retratando a ditadura, causa nos amantes do regime passado”, acrescentou.
Assista a seguir e leia mais depois:
Quando um "cidadão de bem" descobriu que Marcelo Rubens Paiva, autor do livro "ainda estou aqui", estava presente no bloco de carnaval, simplesmente resolveu o agredir. Paiva é um SENHOR DE IDADE E CADEIRANTE. Esse é o ódio que o filme da Fernanda Torres, retratando a ditadura,… pic.twitter.com/ZeA6bsJ0L5
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) February 23, 2025
De acordo com testemunhas, um rapaz arremessou também uma lata de cerveja na direção de Marcelo, que é tetraplégico desde um um acidente que sofreu e foi descrito no livro Feliz Ano Velho (1982), razão de seu destaque no cenário nacional.
Marcelo Rubens Paiva desfilou em sua cadeira de rodas ao lado da rainha do bloco, a atriz Alessandra Negrini. O agressor do escritor foi retirado do evento pelos organizadores, que emitiram o seguinte comunicado:
“O Acadêmicos do Baixo Augusta lamenta o ocorrido no início do bloco. Durante as homenagens ao Marcelo Rubens Paiva, fundador e porta estandarte do bloco há 16 anos, um folião jogou objetos na direção do Marcelo. Foi um susto, uma violência nunca vista. O triste ocorrido não apagou o brilho da homenagem“.
Marcelo disse ao GloboNews que “o cara jogou mochila na cara, não entendi o que aconteceu. Já é meu 16º desfile e nunca fui atacado. Coisa estranha e não entendi o porquê. Jogar uma mochila na cara de um cadeirante, porta-bandeira que quer se divertir, que faz isso há 16 anos, não entendi esse grau de violência“.
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