Marcelo Odebrecht dá outro xeque-mate na Lava Jato sobre farsa contra Lula – condenações serão anuladas

15/12/2019 3 Por Redação Urbs Magna

O empresário, mais uma vez, expõe a farsa contra o ex-presidente na operação que passou anos usando delatores para identificar contratos e cifras que supostamente estavam ligados a Lula


É destaque na coluna de Lauro Jardim neste domingo (15): Marcelo Odebrecht tem dito aos mais próximos que as condenações de Lula, eventualmente, serão anuladas pelas cortes superiores. Motivo? As provas que ele próprio apresentou nos processos contra o petista contrariam as denúncias criadas pela Lava Jato em Curitiba.

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Do Jornal GGN – “Marcelo justifica essa afirmação dizendo que as provas que ele próprio apresentou à Justiça mostram que o dinheiro usado para beneficiar Lula não foi desviado dos contratos [da empreiteira com a Petrobras], conforme a construção da denúncia, e sim, do caixa da Odebrecht para o pagamento de propinas.

A afirmação de Marcelo é mais um xeque-mate na Lava Jato, que passou 5 anos usando delatores para identificar contratos e cifras que supostamente estavam ligados a Lula ou às doações ao PT.

A defesa de Lula, desde a condenação no caso do triplex, vem reclamando que os procuradores não conseguem atestar qualquer relação entre contratos das empreiteiras com a Petrobras e o apartamento no Guarujá, ou o sítio de Atibaia, ou o terreno para o Instituto Lula.




O caso triplex foi memorável nesse sentido. O dinheiro da reforma do apartamento jamais ocupado por Lula saiu de um braço da OAS, a OAS Empreendimentos, que nada tinha a ver com a construtora e seus negócios com a Petrobras.

Sergio Moro reconheceu isso de próprio punho, respondendo aos embargos de declaração dos advogados de Lula: não houve prova de vínculo entre 3 contratos da Petrobras usados na denúncia e a reforma do espaço.

A questão é que Moro resolveu malabarismo com as provas para condenar Lula. Preferiu supervalorizar delações, depoimento de síndico com interesses políticos e reportagens de jornais que insinuavam coisas que precisavam ser apuradas.

Sua sucessora, Gabriela Hardt, fez o mesmo que Moro no caso do sítio, com direito a um “copia e cola” insuficiente para abafar todas as lacunas deixadas pela turma de Curitiba no processo.

Não é sequer a primeira vez que, solto, Marcelo Odebrecht desmonta as acusações da Lava Jato contra Lula.

No dia 9 de dezembro, Folha publicou uma entrevista na qual o delator deixou claro que Lula não privilegiava a Odebrecht em suas viagens internacionais.

O pedido para que a empresa entrasse em Cuba, resultando na obra do Porto de Mariel, era próprio dos interesses geopolíticos e comerciais de um País.

A Odebrecht, aliás, mantinha com o petista a mesma relação que teve com FHC, mais um tucano intocado pela Lava Jato.

A doação eleitoral que a Odebrecht fez ao PT, em contrapartida a uma linha de crédito em Angola, saiu da margem de sua lucro, não de acertos espúrios, ao contrário do que procuradores alegaram na mídia.

E tem mais: quando quebrou a reputação da Odebrecht no exterior, a Lava Jato também comprometeu a exportação de conteúdo nacional. E, de quebra, lançou uma cortina de fumaça sobre o BNDES, criminalizando o papel da instituição.

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