A jornalista de O Globo, Malu Gaspar, afirmou em matéria para o jornal que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, teria se aliado ao senador Flávio Bolsonaro para derrubar a indicação pelo Presidente Lula do AGU Jorge Messias à Corte máxima de Justiça do Brasil / Imagens reprodução redes sociais modificadas por IA e remasterizadas em upscaling
Brasília (DF), 02 de maio de 2026
Após o Senado Federal rejeitar a indicação feita pelo Presidente Lula, do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a jornalista Malu Gaspar atribuiu o resultado a uma suposta conspiração do ministro da Corte, Alexandre de Moraes, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-PA).
A tese carece de provas e ignora fatos básicos da política brasileira. A rejeição, que ocorreu na quarta-feira (29/abr), enfraquece diretamente o governo Lula, que indicou o nome.
Malu Gaspar sustenta que Alexandre de Moraes atuou para impedir a aprovação, supostamente para evitar que Jorge Messias se alinhasse ao ministro André Mendonça em investigações como o caso Banco Master.
Essa versão é uma tese enlouquecida e insana, segundo o jornalista Eduardo Guimarães, pois o argumento não se sustenta. Alexandre de Moraes recebeu apoio público de Lula para evitar sanções norte-americanas da lei Magnitsky.
Enfraquecer o STF com apenas dez ministros aumentaria o risco de que, em 2027, um eventual governo de Flávio Bolsonaro indicasse um nome capaz de formar maioria contra o próprio ministro.
A suposta aliança entre adversários históricos — o ministro que prendeu o pai de Flávio Bolsonaro e o filho do ex-presidente — carece de qualquer base probatória.
Outro jornalista, Luiz Nassif, resume o problema ao afirmar que este caso é a arte da mídia mentir contando meia verdade com base em duas informações e, no vício da repetição de notícias em confirmação, formar-se o consenso.
Duas informações — o jantar na casa de Alexandre de Moraes com Davi Alcolumbre na véspera da votação e o comentário sobre a derrota por oito votos — viraram narrativa consolidada sem confirmação, diz Guimarães.
O próprio texto da colunista reconhece que o encontro homenageou o procurador Mário Sarubo, contou com presença de apoiadores de Lula, incluindo o ministro Cristiano Zanin, o superintendente da PF Andrei Rodrigues e o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, e que as conversas giraram em torno de amenidades.
Ainda assim, a tese persiste. Críticos lembram o paralelo com o triplex do Lula: condenação baseada em atos de ofício não identificados.
Aqui, um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master é apresentado como prova sem que se demonstre qualquer contrapartida ou ato concreto do ministro.
Guimarães ressalta que a narrativa também ignora o posicionamento de Davi Alcolumbre, que já se sentia traído pela indicação de Jorge Messias em detrimento de Rodrigo Pacheco, e as declarações públicas do ministro sobre não pautar impeachment de colegas.
A tese de que Alexandre de Moraes arriscaria o próprio cargo para ajudar quem deseja sua cassação é apresentada como incompatível com a lógica política. O texto menciona ainda o risco real de impeachment em 2027 e a discussão sobre anistia ampla como forma de pacificação.
A análise reforça que ataques sistemáticos ao STF e a ministros que atuaram na defesa da democracia representam ameaça à sociedade brasileira.
FAQ Rápido
O que o caso tem a ver com o Banco Master?
A narrativa liga a rejeição ao temor de Alexandre de Moraes de que Jorge Messias atuasse em investigações sobre contrato firmado pela esposa do ministro com o banco.
O que diz exatamente a tese de Malu Gaspar?
A colunista sustenta que Alexandre de Moraes atuou junto a Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre para impedir a aprovação de Jorge Messias e evitar que o STF ganhasse um ministro alinhado a investigações sensíveis.
Qual a principal crítica de Eduardo Guimarães?
A tese não tem prova, enfraquece o governo Lula e cria uma aliança improvável entre inimigos declarados, ignorando o apoio histórico de Lula a Alexandre de Moraes.
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Isso não tem nada de maluca, é método.