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Mais ministros do Centrão desafiam ordem de desembarque do governo Lula e se mantém com o Presidente

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    O Presidente
    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os ministro André Fufuca (Esporte) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) / Foto: Ricardo Stuckert


    Além de Celso Sabino, Fufuca e Costa Filho resistem às pressões de cúpulas bolsonaristas e permanecem ao lado do estadista, expondo divisões no União Brasil, PP e Republicanos



    Brasília, 07 de outubro 2025

    Ministros filiados a partidos do Centrão estão desafiando as lideranças de suas siglas, alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), para manterem seus cargos no governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A resistência expõe rachas internos em legendas como União Brasil, PP e Republicanos, cujos presidentes pressionam por rompimento ou neutralidade na disputa de 2026, enquanto os ministros priorizam a proximidade com o Planalto para garantir influência política e apoio em futuras eleições.

    Além de Celso Sabino, titular do Turismo e integrante do União Brasil, que conseguiu o respaldo de 46 dos 59 deputados da sigla para permanecer no cargo apesar de um processo de expulsão iniciado pela cúpula liderada por Antônio Rueda, outros dois nomes se destacam.

    André Fufuca, ministro do Esporte e filiado ao PP, enfrenta pressão do presidente do partido, Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro e defensor de uma postura oposicionista.

    Fufuca, no entanto, articula sua permanência, buscando o apoio direto de Lula e de parlamentares aliados para pavimentar sua reeleição.

    Outro caso é o de Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, do Republicanos.

    Ele desafia abertamente o presidente da sigla, Marcos Pereira, que tem inclinação pró-Tarcísio.

    Costa Filho chegou a declarar publicamente seu apoio a Lula para 2026, após negociações diretas com a liderança do partido, garantindo a manutenção de seu posto.

    A estratégia desses ministros reflete o pragmatismo típico do Centrão, que busca preservar o acesso a emendas parlamentares e cargos estratégicos no governo.

    O Planalto, por sua vez, vê na permanência desses aliados uma forma de assegurar interlocução com o Congresso, evitando exonerações que poderiam fragilizar a base governista.

    A tensão interna nos partidos do Centrão sinaliza um jogo de forças que pode redefinir alianças políticas até as próximas eleições.



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