Julgamento segue em curso nesta terça (9), na Primeira Turma do STF
Brasília, 09 de setembro de 2025
Uma pesquisa recente do Datafolha indica que 48% dos brasileiros defendem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro devido à sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Outros 46% se posicionam contra a medida, enquanto 6% não souberam responder.
Apesar dessa leve vantagem a favor da condenação, a expectativa majoritária é de que ele não seja preso: 51% acreditam que escapará da punição, contra 40% que preveem o contrário.
O levantamento, realizado entre o final de julho e início de agosto de 2025, reflete uma divisão na sociedade brasileira em torno do destino do líder do PL (Partido Liberal).
Comparado a uma sondagem anterior do mesmo instituto em abril de 2025, quando 52% eram favoráveis à prisão e 42% contrários, há uma inversão dentro da margem de erro, sugerindo um humor público mais equilibrado.
No entanto, a base de apoio ao ex-mandatário permanece fiel: entre evangélicos e eleitores do Norte e Centro-Oeste, a oposição à detenção é maior, com empates técnicos ou maiorias contra.
Em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Bolsonaro é réu ao lado de figuras como o ex-ministro Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o general Augusto Heleno, o caso ganhou novo fôlego com a imposição de prisão domiciliar pelo ministro Alexandre de Moraes.
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Essa decisão veio após o ex-presidente descumprir restrições judiciais, como participar de uma chamada de vídeo em ato com apoiadores.
Outra pesquisa, da Quaest encomendada pela Genial Investimentos e divulgada em agosto de 2025, reforça a percepção de justiça na medida: 55% dos entrevistados consideram a prisão domiciliar justa, enquanto 39% a veem como injusta.
Além disso, 57% atribuem a situação a uma provocação intencional de Bolsonaro contra o magistrado, e 52% acreditam que ele integrou o plano golpista.
O estudo ouviu 2.004 pessoas entre 13 e 17 de agosto, com maior apoio à punição entre nordestinos (65%), mulheres (58%) e quem ganha até dois salários mínimos (62%).
Impactos regionais e demográficos
No Nordeste, 59% defendem a prisão em levantamentos anteriores, contrastando com o Sul, onde 49% preferem que ele fique livre.
Católicos mostram maior inclinação favorável (55%), diferentemente de evangélicos (38%).
51% aprovam a prisão domiciliar e 53% veem as ações de Moraes como legais, contra 39% que alegam perseguição política.
Esses dados ilustram um país polarizado, onde o julgamento de Bolsonaro não só afeta sua imagem política, mas também influencia debates sobre responsabilidade em instituições como o STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A expectativa de impunidade, expressa por 51% dos respondentes, pode sinalizar ceticismo quanto ao sistema judiciário, mesmo com a maioria inclinada à responsabilização.








ESSE SUSPENSE, ME DÁ UMA VONTADE “CONDENADA” DE TOMAR PITÚ COM TIRA GOSTO DE JABÁ DE PICANHA 😃😃😃
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