“Eu só saio daqui morto”, disse o bolsonarista intensificando obstrução aos trabalhos no Congresso, desafiando a cúpula do legislativo
Brasília, 06 de agosto de 2025
Em um ato extremo, o senador Magno Malta (PL-ES) se acorrentou à mesa do plenário do Senado Federal na manhã de quarta-feira (6/ago), como parte de uma ocupação iniciada pela oposição na terça-feira (5/ago).
A manifestação, liderada por parlamentares bolsonaristas, visa pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, além da aprovação do Projeto de Lei da Anistia e o fim do foro privilegiado.
O movimento ganhou força após a decisão de Moraes de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (4/ago), intensificando as tensões entre a oposição e o Judiciário.
Magno Malta, conhecido por sua proximidade com Bolsonaro, declarou em vídeo nas redes sociais que só deixará o plenário “morto” ou com respostas concretas às demandas da oposição, criticando o que chama de “escalada de poder” de Moraes.
🚨 URGENTE: Magno Malta (PL-ES) se acorrenta na mesa da presidência do Senado, bloqueia todas as votações e diz que só sai morto ou se aprovarem a anistia de Bolsonaro e o impeachment de Moraes! pic.twitter.com/gIbNEeLm3i
— Análise Política 2 (@analise2025) August 6, 2025
🇧🇷 Senador Magno Malta se acorrenta no congresso.pic.twitter.com/qL6wmdQ1wy
— Eleições em Pauta (@eleicoesempauta) August 6, 2025
Ele anunciou que não participará de comissões nem registrará presença nas sessões, desafiando Alcolumbre a cortar seu salário ou ponto.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), que também participa do protesto, destacou que a ação de Malta foi individual, mas legítima, sem adesão de outros parlamentares.
A ocupação, que também ocorre na Câmara dos Deputados, busca paralisar as votações como forma de pressão.
A estratégia da oposição, apelidada de “pacote da paz” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclui pautas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado, que, segundo os bolsonaristas, é usado para pressionar parlamentares com processos no STF.
Davi Alcolumbre classificou a ocupação como “arbitrária” e pediu diálogo para retomar os trabalhos legislativos, enquanto o senador Ciro Nogueira (PP-PI) descartou apoiar o impeachment, chamando-o de “pauta impossível”.
O protesto de Magno Malta e a ocupação do Congresso Nacional refletem o clima de polarização política no Brasil, com a oposição buscando visibilidade para suas demandas em meio a um embate direto com o STF.
A ação, que viralizou nas redes sociais, divide opiniões: enquanto apoiadores de Bolsonaro elogiam a coragem do senador, críticos, como o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), acusam a oposição de “sequestrar” o Congresso.
O desfecho do movimento depende da resposta de Alcolumbre e da pressão pública, mas, por enquanto, o impasse paralisa o Legislativo e esquenta o debate político no país.









Que cretinice desse Malta.
Não deve ceder para esses PILANTRAS…
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