Brasília (DF)
08 de novembro de 2026
A última publicação identificada sobre Nicolás Maduro, de domingo (8/nov), ocorre em sua conta no Instagram: o presidente reafirmou o compromisso com a unidade nacional e a promoção de valores espirituais, referenciando um encontro de 6 de março de 2024 em Puerto Cabello com mais de 30 pastores cristãos. Maduro destaca o método ORA (Oração, Reflexão e Ação) e chama ao fim de “ódio e intolerâncias” por meio do “supremo do amor”.
A Supremacia do Amor para Abolir o Ódio
O Método ORAR para Unir-nos em Vida e Liberdade
Vêm a nós as vivas lembranças daquela noite diante do mar de Puerto Cabello, em 6 de março de 2024, quando, perante a presença de mais de 30 mil pastores e pastoras de igrejas cristãs de todo o país, assumíamos o compromisso de marchar juntos rumo a uma sociedade baseada em valores de Cristo Redentor.
Diante das dificuldades daquele momento, sempre dizia ao nosso povo: “Deus proverá, Deus proverá, Deus proverá”. Impulsionamos então o método ORA: oração, reflexão e ação, com o qual conseguimos unir, em um espírito ecumênico e inter-religioso, líderes e comunidades da diversidade religiosa que faz vida na Venezuela.
Quanta aprendizagem e quantos resultados! Permitiram-nos superar dificuldades enormes, ver milagres lindos de paz e consciência superior, mas, acima de tudo, vivenciar o despertar de valores transcendentais na vida social cotidiana do homem e da mulher comuns: o surgimento do amor como impulso vital e força condutora de nossas vidas. Porque o ser humano é, em essência, um ser espiritual e social, desde sempre e para sempre.
Se a partir da nossa fé nos perguntamos qual é o poder mais importante que Deus tem para a sua criação diária, sem dúvida alguma diríamos: O PODER DO AMOR, como expressão do bem supremo que tudo transforma. E também teríamos que dizer que a força do amor é a herança mais sublime que nós, seres humanos, temos para construir, aqui e agora, o reino dos céus entre nós, como uma utopia concreta e possível.
A partir da coerência e da experiência ganhas nestes anos, com PERSEVERANÇA EM MAIÚSCULAS, alcancemos o novo milagre: a supremacia do amor para abolir o ódio pela raiz, como missão comum de encontro, convivência, reconciliação e perdão verdadeiro. Assim como a humanidade lutou para abolir a escravidão que reinou durante milênios, podemos superar a ideologia do ódio, da divisão, da violência e da mentira; curar as feridas da alma nacional e desimpedir o caminho compartilhado de uma Pátria-Matria estável, com espírito, ideias e ações comuns, para agora e para sempre.
Os velhos ódio e intolerâncias devem ser abolidos para todos os tempos por um grande renascimento de valores praticados e de espírito renovado, que torne realidade a supremacia do amor. As pessoas simples e, acima de tudo, a juventude devem ser protagonistas desta nova etapa, seguindo o conselho do apóstolo Paulo a Timóteo: “Que ninguém te despreze por tua juventude. Por tua vez, tenta ser um modelo para os crentes, por tua palavra, tua conduta, teu amor, tua fé e tua pureza”(1 Tim 4,12). Que ninguém despreze as pessoas comuns. Demonstremos com o exemplo que os sonhos podem ser construídos e realizados.
Por isso reivindico este método de vida, renovado e fortalecido: o método ORAR: oração, reflexão, ação e resultados, aprendido com vocês para que o elevemos em cada um de nós, na família e na comunidade.
- A ORAÇÃO, feita com fé absoluta, criatividade e em harmonia com Deus, com simplicidade e honestidade.
- A REFLEXÃO, enriquecida pelo estudo e pelo conhecimento que alimenta uma consciência superior, em diálogo permanente com todos e todas.
- A AÇÃO, para fazer o que se pensa e se diz, em coerência martiana: “Fazer é a melhor maneira de dizer”. A ação que nos une e muda tudo.
- Os RESULTADOS, que demonstram que é possível viver em harmonia com Deus, tornando realidade uma nova sociedade.
E citemos novamente São Paulo: “Esforça-te para te apresentares diante de Deus como um homem de provada virtude, como um obreiro que não tem de que se envergonhar, como fiel intérprete da mensagem da verdade”(2 Tim 2,15).
Com o método ORAR, apresentemo-nos diante de Deus como obreiros, fiéis intérpretes da mensagem da verdade, e alcancemos a supremacia do amor em nossas vidas. Cilia e eu, cheios de amor e verdade, unidos a vocês, temos a certeza de que assim será, para o bem da nossa sociedade.
Hoje, domingo 8 de novembro, também estendemos nossos abraços e felicitações aos gaiteros e gaiteras no seu dia. Que soem o cuatro, a tambora e o furruco! Que se ouça o canto forte e belo da gaita zuliana e venezuelana!
E a Chinita anuncia a chegada do Menino Jesus. Orem e cantem por nós, que sempre estamos ao seu lado. Deus está com o nosso povo hoje, amanhã e sempre.
Abraços e bênçãos.
A conta de Maduro no X continua ativa e postou nos dias anteriores.
O que se sabe sobre o estado de saúde de Maduro e de Cilia Flores?
Nicolás Maduro permanece detido no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nova York, desde seu rapto na madrugada de 3 de janeiro de 2026. Seu filho, o deputado Nicolás Maduro Guerra, afirmou em março de 2026 que o pai “está muito bem”, com “muito ânimo”, “forte” e “fazendo exercícios todos os dias”, segundo reportagem do El Tiempo. Em mensagens transmitidas pelo filho, Maduro teria dito que “estamos bem, somos uns lutadores”. Rumores sobre hospitalização, sedação ou coma de Maduro foram desmentidos por veículos de verificação em agosto de 2026.
Cilia Flores, de 69 anos, enfrentou problemas cardíacos documentados em pedidos judiciais. Advogados relataram prolapso de válvula mitral, episódios de dor no peito, arritmias, possível infarto leve em 29 de julho de 2026, perda de mais de 11 kg e duas molares, além de tonturas e dificuldade respiratória. O pedido de prisão domiciliar sob vigilância armada 24 horas foi rejeitado pelo juiz federal Alvin Hellerstein. A promotoria argumentou risco extremo de fuga. Flores e Maduro enfrentam acusações de narcoterrorismo, tráfico de cocaína, armas e, desde outubro de 2026, conspiração para tortura. Ambos se declararam inocentes. O julgamento está marcado para 1º de junho de 2027.
Rapto e normalização americana
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos realizaram a operação Absolute Resolve em Caracas, raptando Maduro e Flores em seu complexo. O presidente Donald Trump anunciou a ação como sucesso militar e de aplicação da lei, baseada em indiciamentos anteriores por narcoterrorismo. Maduro, em sua primeira audiência em 5 de janeiro, declarou: “Fui raptado” e “Estou aqui sequestrado desde 3 de janeiro”, afirmando-se ainda presidente constitucional e “prisioneiro de guerra”, segundo a AP News.
O governo americano apresentou a operação como execução de mandados criminais, não como ato de guerra. Críticos e especialistas em direito internacional apontam violação do Artigo 2(4) da Carta da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou independência política de outro Estado, sem autorização do Conselho de Segurança ou legítima defesa clara sob o Artigo 51. A imunidade de chefe de Estado em exercício é invocada pela defesa de Maduro. O caso guarda paralelo com o rapto de Manuel Noriega no Panamá em 1989. A Venezuela é país soberano e independente; a operação ocorreu sem consentimento do governo venezuelano.
IMPORTANTE
O rapto de Maduro não equivale a uma extradição regular. Documentos judiciais e análises de especialistas mostram que ela se deu por meio de força militar em território estrangeiro. A posição americana a trata como operação de aplicação da lei; a posição de Maduro e de vários observadores a classifica como sequestro. O processo segue na Justiça federal de Nova York, com audiências sobre imunidade previstas.
Petróleo, reservas e o governo interino
A Venezuela detém as maiores reservas mundiais comprovadas de petróleo, cerca de 303 bilhões de barris, majoritariamente óleo extra-pesado (betuminoso) do Cinturão do Orinoco. A produção, que havia caído drasticamente, mostrou sinais de recuperação em 2026, alcançando cerca de 1,1 milhão de barris por dia em março, segundo fontes da OPEP citadas em análises setoriais.
Após o rapto de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu como presidenta interina. O governo interino firmou acordos energéticos com os Estados Unidos, incluindo concessões e parcerias envolvendo campos com dezenas de bilhões de barris. Trump descreveu arranjos como “o maior acordo de petróleo da história” em declarações públicas. Rodríguez tem defendido as relações comerciais como regulares e anunciou eleições sem data definida. Há críticas de setores da oposição e analistas sobre o alcance da soberania venezuelana nesses contratos de longo prazo.
, Em junho de 2026Trump afirmou que os EUA poderiam ter assumido a Venezuela e explorado suas reservas de petróleo, criticando Biden por comprar o óleo venezuelano e, segundo ele, enriquecer e fortalecer o ditador Nicolás Maduro. O discurso sugere que os interesses americanos no país estão ligados ao petróleo, não aos Direitos Humanos, e também depreciou a qualidade do óleo venezuelano.
Fala de Trump ‘entrega’ que EUA nunca quiseram ajudar a Venezuela, mas pegar "todo aquele petróleo": "Teria sido ao lado!" https://t.co/vGmK298khO
— 𝓤𝓻𝓫𝓼 𝓜𝓪𝓰𝓷𝓪 (@UrbsMagna) June 11, 2023
A análise do Urbs Magna aponta que o episódio combina a aplicação de indiciamentos criminais americanos com uma intervenção de alto impacto geopolítico e energético. A Venezuela, detentora das maiores reservas mundiais de óleo betuminoso, permanece no centro de disputas sobre soberania, direito internacional e acesso a recursos. O processo judicial de Maduro e Flores, a saúde de ambos e a consolidação (ou não) da transição sob Rodríguez definirão os próximos capítulos.
FAQ rápido
Onde está Nicolás Maduro agora?
Detido no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nova York, aguardando julgamento marcado para junho de 2027.
Qual o estado de saúde de Cilia Flores?
Ela relatou problemas cardíacos, perda de peso e outros sintomas; o pedido de prisão domiciliar foi negado pelo juiz.
A “captura” foi legal segundo o direito internacional?
É altamente controversa. Especialistas apontam violação da Carta da ONU; os Estados Unidos a enquadram como operação de aplicação da lei baseada em indiciamentos.
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