“Trata-se de construir uma sociedade em harmonia, baseada no amor, uma sociedade socialista, cada comunidade deve construir um verdadeiro socialismo em seu território“, destacou o presidente
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou o Congresso da Nova Era para que os venezuelanos, de qualquer posição política, possam contribuir com ideias para a construção de soluções para os problemas causados pelo bloqueio do imperialismo. “Trata-se de construir uma sociedade em harmonia, baseada no amor, uma sociedade socialista, cada comunidade deve construir um verdadeiro socialismo em seu território“, destacou o presidente.
“Para resolver os problemas gerados pelo bloqueio, é necessário lançar um grande plano em todos os níveis, um plano feito em conjunto com as pessoas de base, da comunidade“, disse Maduro, nesta sexta-feira (18/2), durante a cerimônia de posse do Governos Comunitários do estado de La Guaira.
“Foram 8 anos para avançar na eliminação das desigualdades sociais que surgiram devido ao bloqueio dos Estados Unidos”, prosseguiu o líder venezuelano, otimista com o avanço da construção do socialismo bolivariano.
Maduro disse que o “ciclo bolivariano” é um ciclo político revolucionário, “o mais longo da história da Venezuela e o segundo mais longo da América Latina“.
O presidente venezuelano também disse que sem a liderança popular “não haveria pátria, não haveria paz, não teríamos um país. Na Venezuela existe um país porque existe o poder popular“, discursou.
O bloqueio dos EUA
Em 1999, o recém eleito Hugo Chávez reafirmava a soberania venezuelana sobre as próprias reservas petrolíferas, desafiando os Estados Unidos. Chávez causou um impasse na privatização da companhia estatal PDVSA, elevando os royalties para investidores estrangeiros e eventualmente dobrando o produto interno bruto do país, enfurecendo os americanos.
Chávez iniciou programas sociais para o desenvolvimento humano em áreas como saúde, educação, emprego, habitação, tecnologia, cultura, pensões e acesso a água potável, tudo através das receitas da indústria petrolífera.
A Venezeuela e os EUA iniciaram tensões diplomáticas após a ascensão de Hugo Chávez, e foram amplificadas com a acusação de que o Governo Bush apoiava um golpe de Estado, em 2002.
Nos anos seguintes, os EUA foram apontados como adversário dos interesses latino-americanos.
Em 2014, o governo venezuelano expulsou três embaixadores americanos de seu território acusando-os de promoverem a violência e, sem seguida, os EUA imporam sanções econômicas acusando a Venezuela de abuso de poder das forças policiais durante a onda de protestos contra Nicolás Maduro.
A partir de então, a Venezuela frequentemente menciona tentativas de golpe de Estado apoiada pelos Estados Unidos.
