Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Secretário dos EUA visita tropas no Caribe e fala em drogas na Venezuela, mas Maduro diz que querem petróleo

    Clickable caption
    Imagem reprodução
    Imagem reprodução de vídeo com falas fictícias, atribuídas dentro do contexto da tensão no Caribe


    Aumento da presença militar próximo a Caracas é justificada por ofensiva antinarcóticos de Washington, enquanto Venezuela diz que EUA “precisam consertar GPS” – ENTENDA



    Brasília, 08 de setembro de 2025

    A administração Trump, através do Secretário de Defesa Pete Hegseth e do General Dan Caine, realizou uma inspeção não anunciada ao navio USS Iwo Jima próximo a Porto Rico, na segunda-feira (8/set).

    Hegseth discursou para as tropas, destacando que a missão não era um exercício de rotina, mas um esforço genuíno de combate ao narcotráfico em nome dos “interesses nacionais vitais dos Estados Unidos para acabar com o envenenamento do povo americano“.

    A visita reforça o foco intensificado da administração Trump em desmantelar redes de tráfico de drogas na região, especialmente aquelas supostamente ligadas a operações venezuelanas.

    Este evento ocorre após um ataque militar dos EUA no sul do Caribe em 2 de setembro, que afundou uma embarcação supostamente partindo da Venezuela, resultando em 11 mortes.

    O Presidente Donald Trump alegou que a ação visava membros da gangue Tren de Aragua transportando narcóticos em direção aos EUA.

    A operação, conduzida em águas internacionais, marcou um raro confronto letal contra supostos traficantes.

    A administração Trump acusou formalmente o governo do Presidente Nicolás Maduro de facilitar cartéis de drogas, designando o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles como organizações terroristas estrangeiras.

    Autoridades americanas, incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio, ligaram Maduro diretamente a essas redes, alegando que ele supervisiona operações que inundam comunidades americanas com cocaína misturada com fentanil.

    A mobilização militar dos EUA inclui oito navios de guerra, aeronaves de vigilância, um submarino e mais de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais.

    Além disso, 10 caças F-35 foram posicionados em Porto Rico para patrulhas aéreas.

    O Pentágono aconselhou a Venezuela a evitar interferências após relatos de jatos F-16 venezuelanos sobrevoarem navios americanos, sinalizando possíveis ações adicionais.

    A Governadora de Porto Rico, Jenniffer González-Colón, posicionou o território como uma linha de frente na campanha, elogiando a estratégia de Trump.

    O ataque militar gerou críticas dentro do Congresso dos EUA.

    O Deputado Adam Smith, líder democrata no Comitê de Serviços Armados da Câmara, criticou a legalidade do ataque, afirmando: “Não há como dizer que o que estava naquele barco representava qualquer tipo de ameaça iminente aos Estados Unidos no sentido militar da palavra.”

    Smith exigiu uma reunião confidencial com autoridades da administração, destacando preocupações sobre a falta de evidências sobre a carga ou a identidade da tripulação do barco.

    Em resposta, o Presidente Nicolás Maduro e seu governo negaram veementemente todas as acusações.

    Maduro classificou-as como fabricações destinadas a uma mudança de regime e, principalmente, à apropriação das vastas reservas de petróleo venezuelano.

    Ele acusou diretamente o Presidente Donald Trump de orquestrar uma campanha militar no Caribe motivada pelo desejo de se apossar desses recursos, comparando a situação às justificativas usadas para invadir o Iraque.

    Eles inventam acusações de drogas para justificar a invasão, mas todos sabem que é pelo nosso petróleo. Trump quer o que é nosso, como sempre quis”, declarou.

    Maduro descreveu o aumento da presença naval dos EUA como “a maior ameaça vista em nosso continente nos últimos 100 anos” e prometeu declarar uma “república em armas” se atacado.

    Para se defender, mobilizou mais de 4,5 milhões de membros da Milícia Bolivariana e posicionou tropas ao longo da costa e da fronteira com a Colômbia.

    O governo também proibiu operações de drones em todo o país e instou os cidadãos a se alistarem em milícias, enquadrando a presença dos EUA como uma ameaça existencial.

    A Vice-Presidente Delcy Rodríguez reforçou a postura, ironizando as acusações americanas.

    Citando o Relatório Global sobre Cocaína de 2023 da ONU, ela destacou que os principais fluxos de cocaína têm origem na rota do Pacífico, não no Caribe, questionando o foco em Venezuela.

    Ela afirmou: “Como pode haver um cartel de drogas se não há drogas aqui? Eles precisam consertar o GPS”, apresentando dados de que o país responde por menos de 2% das apreensões regionais de cocaína na América Latina.

    O governo venezuelano liga a narrativa antidrogas diretamente à disputa pelo petróleo. Para combater os riscos de invasão, a administração de Maduro intensificou a segurança na fronteira com a Colômbia, agradecendo ao Presidente Gustavo Petro por posicionar 25.000 soldados na região de Catatumbo.

    Maduro mantém canais limitados de comunicação com Washington para voos de deportação e negociações petrolíferas envolvendo a Chevron, mas acusou o Secretário de Estado Marco Rubio de ser um “senhor da guerra”, alertando que qualquer agressão “manchará as mãos de Trump com sangue”.

    O governo de Maduro continua a rejeitar a invalidação das eleições de 2024, insistindo em sua legitimidade, e usa as acusações de que os EUA cobiçam o petróleo para unir apoio interno e externo.

    Observadores internacionais, como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, pediram desescalada, com o Chanceler Yván Gil denunciando a narrativa dos EUA como um pretexto para desestabilização e roubo de recursos petrolíferos.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    1 comentário em “Secretário dos EUA visita tropas no Caribe e fala em drogas na Venezuela, mas Maduro diz que querem petróleo”

    1. Vania Barbosa Vieira

      Só não vê, quem não quer, Trump quer arrumar um pretexto para invadir a Venezuela e se apropriar do petróleo. 👀👀👀

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading