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Macron diz que França reconhece Estado Palestino em junho

    Declaração do presidente francês marca virada na política externa e busca equilíbrio no Oriente Médio – SAIBA MAIS

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    Paris, 10 de abril de 2025

    Em um pronunciamento realizado na quarta-feira, 9 de abril de 2025, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que o país planeja reconhecer o Estado da Palestina em junho deste ano.

    A decisão, anunciada durante uma entrevista ao canal France 5, posiciona a França como uma das primeiras potências ocidentais a dar esse passo, em um movimento que visa promover uma solução de dois Estados e incentivar o reconhecimento mútuo entre Palestina e Israel.

    Macron destacou que a iniciativa não é apenas um gesto unilateral, mas parte de uma “dinâmica coletiva” para equilibrar as relações no Oriente Médio.

    “Quero participar de um movimento que permita aos defensores da Palestina reconhecerem Israel em troca, algo que muitos ainda não fazem”, afirmou o presidente. Ele também revelou planos de co-presidir uma conferência internacional em junho, ao lado da Arábia Saudita, para concretizar essa agenda.

    A declaração surge em um contexto de crescente pressão internacional para resolver o conflito israelo-palestino. Macron enfatizou que o reconhecimento será acompanhado de esforços para garantir a segurança de Israel, rejeitando qualquer papel do Hamas na governança futura de Gaza.

    “O Hamas não deve ter lugar nessa governança e não pode mais representar uma ameaça a Israel, disse ele, alinhando-se a posições expressas em encontros recentes com líderes árabes.

    Emmanuel Macron | Foto: Benoit Tessier/Reuters

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    A proposta francesa também reflete uma mudança de tom em relação a declarações anteriores. Em 2024, Macron havia condicionado o reconhecimento a um momento estratégico, evitando decisões baseadas apenas em “indignação“.

    Agora, com a data de junho fixada, a França busca liderar um bloco de nações europeias e não europeias em direção a uma solução política duradoura.

    O anúncio foi recebido com reações mistas. Enquanto alguns aliados europeus, como Irlanda e Espanha, que reconheceram a Palestina em maio de 2024, aplaudiram a iniciativa, Israel ainda não se pronunciou oficialmente.

    Especialistas alertam que a medida pode tensionar as relações com o governo de Benjamin Netanyahu, que historicamente rejeita reconhecimentos unilaterais.

    Com essa decisão, Macron reafirma o papel da França como mediadora no cenário global, ao mesmo tempo em que busca contrabalançar a influência de potências como os Estados Unidos, que ainda não reconhecem a Palestina.

    O próximo passo será a cúpula de junho, que promete ser um marco na diplomacia internacional.

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