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Lula liga para Xi Jinping e líderes unem forças pela paz na Ucrânia e contra aquecimento global

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    Xi Jinping
    Xi Jinping com um telefone de mesa branco / Imagem reprodução redes sociais | O presidente Lula em seu telefone celular / Foto: Ricardo Stuckert


    Diálogo telefônico entre chefes de Estado brasileiro e chinês enfatiza defesa do multilateralismo, preparativos para conferência climática e ampliação de laços econômicos em áreas estratégicas



    Brasília, 12 de agosto de 2025

    No início da madrugada desta terça-feira, 12 de agosto, o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), utilizou sua conta oficial no X (antigo Twitter) para compartilhar detalhes de uma conversa telefônica com o líder da República Popular da China, Xi Jinping.

    A ligação, realizada na noite anterior, durou aproximadamente uma hora e abordou temas cruciais para o cenário mundial atual.

    Telefonei, na noite desta segunda-feira, 11 de agosto, para o presidente da República Popular da China, Xi Jinping‘, anunciou Lula na postagem.

    Os dois líderes trocaram visões sobre a conjuntura internacional, com foco nos esforços recentes para promover a paz entre Rússia e Ucrânia.

    O conflito, que se arrasta desde fevereiro de 2022, tem gerado instabilidade global, afetando economias e suprimentos de alimentos e energia.

    Lula e Xi concordaram que grupos como o G20 – fórum que reúne as maiores economias do mundo – e o BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandido recentemente – desempenham papéis essenciais na defesa do multilateralismo, ou seja, na cooperação entre nações para resolver problemas comuns sem imposições unilaterais.

    Essa abordagem contrasta com ações isoladas de potências, como tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e chineses, contexto que motivou a ligação segundo fontes governamentais.

    Um ponto alto da discussão foi o combate às mudanças climáticas, com ênfase na COP30, a Conferência das Partes sobre o Clima da ONU, marcada para novembro de 2025 em Belém, no Pará.

    Lula reforçou o quanto a participação chinesa será vital para o sucesso do evento, que visa avançar em metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e adaptação a impactos ambientais como secas e inundações.

    Em resposta, Xi confirmou o envio de uma delegação de alto nível e o compromisso em colaborar para resultados positivos.

    Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima’, destacou o presidente brasileiro em sua mensagem.

    Essa interação reforça laços construídos em visitas anteriores, como a de Lula à China em maio, onde foram celebrados avanços em desenvolvimento sustentável.

    A conversa também explorou a parceria estratégica bilateral, celebrando progressos em programas de desenvolvimento nacional alinhados entre os dois países.

    Eles se comprometeram a expandir colaborações em setores chave: saúde, com trocas em vacinas e tecnologias médicas; petróleo e gás, explorando reservas e energias renováveis; economia digital, incluindo inovação em tecnologias como 5G e e-commerce; e satélites, para monitoramento ambiental e comunicações.

    Além disso, expressaram interesse em identificar novas oportunidades de negócios, impulsionando trocas comerciais que já superam US$ 150 bilhões anuais.

    Também destacamos nossa disposição em continuar identificando novas oportunidades de negócios entre as duas economias‘, completou Lula.


    A agenda reflete o momento positivo nas relações, descrito por Xi em encontros passados como o “melhor” da história bilateral.

    A troca telefônica não só fortalece a aliança entre Brasil e China – maiores economias da América Latina e da Ásia, respectivamente – mas também sinaliza um posicionamento conjunto em um mundo polarizado, priorizando diálogo, sustentabilidade e crescimento mútuo.

    Com eventos como a cúpula do BRICS no horizonte e desafios globais persistentes, tais interações podem pavimentar caminhos para soluções coletivas, beneficiando populações além das fronteiras nacionais.



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