📷 Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da China, Xi Jinping / Imagens reprodução |•| ARTE URBS MAGNA
| Brasília (DF) / Pequim (CN)
27 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve na noite de domingo (26/jul) conversa telefônica de mais de uma hora com o presidente da China, Xi Jinping.
Os líderes reforçaram a parceria estratégica, trataram da implementação de sinergias entre projetos nacionais de desenvolvimento e defenderam o papel do Grupo de Amigos da Paz na retomada de negociações para o fim da guerra na Ucrânia.
A ligação importa porque reafirma o alinhamento entre dois países centrais do Sul Global em defesa do multilateralismo e da soberania em meio a tensões internacionais.
Segundo postagem oficial de Lula em sua conta no X, os dois reiteraram o propósito compartilhado de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.
O presidente brasileiro ressaltou o compromisso do governo com a diversificação de mercados e parceiros comerciais.
Ambos coincidiram sobre a importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China que contemple as necessárias flexibilidades.
Destacaram ainda os bons resultados do comércio bilateral, o impacto positivo das jornadas culturais em curso e o acordo para isenção de vistos de curta duração, iniciativas que devem ampliar o fluxo de turistas e as oportunidades de negócio.
Na pauta internacional, Lula e Xi lamentaram a proliferação de conflitos e seus impactos sobre a segurança alimentar e energética global, além das graves perdas humanas e materiais.
Ao abordar a crise no Oriente Médio, concordaram que as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb têm efeitos nefastos sobre a economia mundial e expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza.
Concordaram que o Grupo de Amigos da Paz pode desempenhar um papel relevante na retomada das negociações para o fim da guerra na Ucrânia.
Criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente a essas crises e observaram que o próximo ou a próxima secretária-geral da ONU enfrentará um cenário internacional particularmente desafiador.
Do lado chinês, a People’s Daily e a CGTN relatam que Xi Jinping aceitou a ligação na manhã de segunda-feira (27/jul), horário de Pequim.
O líder chinês afirmou que, nos últimos anos, a construção da comunidade de futuro compartilhado China-Brasil e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países obtiveram progressos positivos, desempenhando papel importante no desenvolvimento de ambas as nações e no bem-estar de seus povos, além de injetar estabilidade valiosa em um cenário internacional turbulento.
Este ano marca o 105º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o início do 15º Plano Quinquenal chinês, enquanto o Brasil enfrenta agenda política doméstica importante.
A China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, mantendo o impulso positivo na construção da comunidade de futuro compartilhado.
Xi enfatizou que, diante de novas situações e desafios, China e Brasil, como membros importantes do Sul Global, devem permanecer firmemente do lado correto da história e do progresso da civilização, desempenhando papel construtivo maior na reforma e aperfeiçoamento do sistema de governança global e na defesa da justiça e equidade internacionais.
Os dois países devem promover juntos a cooperação de alta qualidade no BRICS ampliado, manter o impulso de solidariedade e criar mais resultados.
A China atribui grande importância ao status internacional e à influência do Brasil, apoia o país na salvaguarda de sua soberania e independência, na oposição a interferências externas e em suas contribuições para a paz e a estabilidade regional e mundial.
Conforme a versão em inglês da embaixada chinesa e da CGTN, Lula afirmou do lado brasileiro que a construção da comunidade de futuro compartilhado por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável avançou positivamente, com cooperação rápida em vários campos, comércio bilateral em novo recorde e as atividades do Ano Cultural Brasil-China reforçando a base popular da amizade.
O Brasil espera fortalecer a cooperação em inteligência artificial, energia e minerais, e dá as boas-vindas a mais investimentos de empresas chinesas para tornar a cooperação mais diversificada.
O presidente brasileiro parabenizou a China pela realização bem-sucedida da Conferência Mundial de Inteligência Artificial de 2026 e elogiou a visão de Xi de promover cooperação internacional aberta e inclusiva e a governança global da IA.
O Brasil está pronto para intensificar a coordenação multilateral com a China, defender a autoridade das Nações Unidas, fortalecer a solidariedade no BRICS, salvaguardar firmemente o multilateralismo, opor-se resolutamente à política de poder, resolver questões quentes por meio do diálogo e da consulta, e defender em conjunto a justiça e a equidade internacionais, bem como a paz e a estabilidade mundiais.
A análise do Urbs Magna aponta que o diálogo reforça a opção brasileira por relações equilibradas baseadas no direito internacional e na busca de soluções pacíficas, em contraste com pressões unilaterais. Sob a ótica deste portal, a ênfase na soberania e na reforma da governança global fortalece o espaço de atuação democrática do Brasil no tabuleiro internacional.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
