📷 O Presidente Lula durante visita a unidades industriais da empresa Avibras Aeroco |24.7.2026| imagem reprodução Lula/YouTube |•| Urbs Magna
| Jacareí (SP)
24 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira (24/jul) as unidades industriais da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), e celebrou a retomada da empresa estratégica de defesa após quatro anos de crise, greve de 1.281 dias e 36 meses de salários atrasados.
O ato reforça o compromisso com a soberania tecnológica e a valorização dos trabalhadores em um momento de pressão geopolítica.
A agenda, que começou por volta das 10h na fábrica à beira da Rodovia dos Tamoios, reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Defesa José Múcio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação Luciana Santos, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Márcio Elias Rosa, comandantes das Forças Armadas e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Weller Gonçalves.
O diretor-presidente da Avibras Aeroco, Sami Auani, abriu os pronunciamentos. Ele lembrou que a empresa, em recuperação judicial desde março de 2022, chegou a ficar sem energia e com sistemas desligados.
“A visita de Vossa Excelência à Avibras Aeroco representa muito mais do que uma agenda institucional. Ela simboliza que, quando o interesse nacional prevalece, problemas que pareciam insolúveis podem sim ser resolvidos”, afirmou.
Auani destacou a criação da nova companhia com recursos privados, acordo trabalhista e transação tributária com a PGFN.
Em três meses de operação, as atividades foram restabelecidas. Ao final, entregou a Lula uma réplica do míssil tático de cruzeiro de 300 km de alcance, desenvolvido em parceria com o Exército Brasileiro e já em processo de certificação.
Weller Gonçalves reforçou a voz dos metalúrgicos. “Foram 1.281 dias de greve e de movimento dos trabalhadores. A greve não foi por aumento de salário. A greve foi para receber os salários”, disse.
O sindicalista cobrou a liberação do aporte de R$ 300 milhões previsto no acordo para capital de giro, que automaticamente destinaria parte dos recursos ao pagamento parcelado das dívidas (de 12 a 48 vezes). “Esse é o pedido em nome dos trabalhadores da Avibras: que antecipe o quanto antes esse gatilho.”
O ministro Márcio Elias Rosa agradeceu aos funcionários que “cuidaram da empresa” durante a crise e lembrou a missão 6 da Nova Indústria Brasil, voltada ao fortalecimento da defesa, com R$ 112 bilhões em investimentos nos últimos três anos.
Já José Múcio contou que cuidar da Avibras foi a primeira tarefa recebida de Lula em dezembro de 2022. “O sentimento de amor que os empregados da Avibras têm com essa empresa foi a coisa que mais me impressionou.”
Geraldo Alckmin classificou a empresa como “indústria inovadora, competitiva e exportadora”. Ele citou o salto das exportações brasileiras de defesa: de US$ 600 milhões em 2022 para US$ 3,4 bilhões no ano passado. “A Avibras, voltando a crescer, reabre uma outra fábrica em Lorena”, projeta.
Lula fechou o evento com discurso emocional. Destacou as 16,8 milhões de km de fronteiras secas, os 8 mil km de costa e os 5,7 milhões de km² de Amazônia Azul. “Nós precisamos levar em conta que a defesa é séria.”
Sobre os trabalhadores, declarou: “Eu confesso a você, companheiro, que eu não conheço. Vim conhecer neste momento em que trabalhadores ficaram 36 meses sem receber salário. Essa empresa fechada há mais de dois anos e aqui não se quebrou uma luz, aqui não se roubou uma torneira.”
Prometeu: “Nós vamos, cada dinheiro que entrar na Avibras, uma parte será para pagar a dívida em atraso com os trabalhadores e trabalhadoras.”
O presidente criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro por acusações de “caixa-preta” no BNDES: “O imbecil ganhou as eleições e não achou caixa-preta. A caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada de inteligência.”
Defendeu o banco como instrumento de investimentos de longo prazo com inadimplência quase zero.Sob a ótica deste portal, a visita conecta a recuperação industrial à soberania democrática.
A empresa, que chegou a negociar com grupos estrangeiros, permanece sob controle nacional. O sucesso dependerá da liberação efetiva dos recursos e de novos contratos das Forças Armadas.
Fontes oficiais e veículos locais acompanham possíveis anúncios de contratos ou liberação de recursos nas próximas horas.
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