Presidente visita comunidade Vista Alegre de Capixauã, no Pará, ouve demandas de saúde e demarcação, e anuncia medidas históricas para os Povos Originários
Santarém, 02 de novembro 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu neste domingo (2/nov) uma agenda estratégica na Amazônia, visitando a Aldeia Vista Alegre de Capixauã, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém (PA).
A viagem, que ocorre às vésperas da COP30 em Belém, reforça o foco do governo nas questões climáticas e nos direitos dos Povos Originários, pilares centrais de sua política ambiental.
A visita foi marcada por um contato direto e emotivo com os moradores da comunidade, pertencente ao Povo Kumaruara.
Em suas redes sociais, o presidente expressou seu agradecimento, afirmando ter tido o prazer de conversar com os líderes e a comunidade, “ouvir as demandas da comunidade e visitar a casa de farinha para acompanhar a produção local. Meu agradecimento ao povo Kumaruara pelo carinho e acolhimento. Foi um grande prazer estar com vocês”:
Visita à aldeia Vista Alegre de Capixauã. Pude conversar com os moradores, ouvir as demandas da comunidade e visitar a casa de farinha para acompanhar a produção local. Meu agradecimento ao povo Kumaruara pelo carinho e acolhimento. Foi um grande prazer estar com vocês. Até breve… pic.twitter.com/XdTesuWNPy
— Lula (@LulaOficial) November 2, 2025
⚡ Grandes Anúncios: Luz e Educação Histórica
A principal surpresa da visita foi a promessa de ações concretas para resolver problemas estruturais da comunidade.
Ao se deparar com a falta de energia elétrica, o presidente Lula prometeu que o problema será resolvido em breve, garantindo o acesso à eletricidade para 4,3 mil famílias da região.
Além disso, em um movimento considerado histórico, o presidente anunciou que, até 17 de novembro, será formalizada a criação de uma Universidade Indígena.
A sede será em Brasília, mas com a previsão de cursos de extensão em todos os estados, permitindo que os estudantes indígenas permaneçam próximos de suas comunidades.
O presidente esteve acompanhado de figuras chave de seu governo, incluindo a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a presidente da Funai, Joenia Wapichana, e a Primeira-Dama do Brasil, a socióloga Rosângela Lula Silva (PT).
Eles participaram de uma roda de conversa, ouvindo reivindicações nas áreas de saúde, habitação (com um programa de ‘Minha Oca, Minha Vida’), água e, principalmente, demarcação territorial.
🔙 Contexto Histórico: A Retomada da Política Indigenista
A visita e os anúncios feitos na Aldeia Vista Alegre de Capixauã se inserem no contexto da retomada da política indigenista pelo governo Lula, especialmente após a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a nomeação de lideranças indígenas para a Funai no início de 2023.Historicamente, a relação do presidente com a pauta indígena é complexa.
Em seus mandatos anteriores, a política indigenista foi alvo de críticas por morosidade na demarcação de terras, apesar de Lula sempre ter enfatizado que “não tem ninguém que já tenha demarcado mais terra indígena do que nós”.
Em 2023, o governo começou a reverter o cenário de desmonte dos órgãos indigenistas, enfrentando de imediato a crise humanitária do Povo Yanomami.
Nos primeiros 100 dias, a Funai iniciou a reestruturação e retomou processos de demarcação, como detalhado pelo próprio portal do Governo Federal.
A demarcação de 16 novas terras indígenas desde o início do terceiro mandato demonstra um esforço em cumprir as promessas de campanha e acelerar uma das pautas mais urgentes dos povos originários.
A promessa de uma Universidade Indígena e a solução para a falta de energia na aldeia Kumaruara marcam um avanço na concretização de políticas públicas diretas e especializadas, sinalizando um compromisso renovado com as demandas dos povos da floresta.
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