Presidente decide manter rigor jurídico contra dispositivo que alteraria o cálculo da punição para crimes contra o Estado
Brasília, 22 de dezembro 2025
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu vetar um trecho crucial de um projeto de lei que poderia suavizar a dosimetria das penas para os envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes.
O foco central da decisão é impedir qualquer brecha que beneficie os condenados pelos eventos de 8 de Janeiro, em Brasília.
A medida reforça o discurso do Governo Federal de “tolerância zero” com tentativas de ruptura institucional.
O veto presidencial mira especificamente trechos que buscavam modificar a forma como a justiça calcula o tempo de prisão para crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A dosimetria é o processo pelo qual um juiz define a punição exata de um réu. No contexto do 8 de Janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem aplicado penas que chegam a 17 anos de reclusão.
O dispositivo vetado por Lula visava criar critérios que, na prática, poderiam reduzir o tempo de permanência no cárcere para centenas de processados.
O argumento do Palácio do Planalto é que a proposta aprovada pelo Congresso Nacional feria o interesse público.
O veto de Lula surge em um momento de alta tensão entre o Poder Executivo e a ala mais conservadora do Poder Legislativo. A oposição já articula a derrubada deste veto em sessão conjunta do Congresso.
Ponto de discórdia:
Parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendem que as penas atuais são “desproporcionais” e que a dosimetria deveria seguir regras mais brandas.
Posição do Governo:
O Ministério da Justiça e Segurança Pública entende que qualquer recuo agora passaria uma mensagem de impunidade.
Juristas afirmam que o veto é uma barreira necessária contra a tentativa de reescrever a história jurídica do 8 de Janeiro por meio de manobras legislativas.
A decisão de Lula pelo veto afeta diretamente a situação jurídica de réus que ainda aguardam julgamento ou que esperam por recursos no STF.
Sem a nova regra de dosimetria, os critérios estabelecidos pelo ministro relator Alexandre de Moraes continuam sendo o balizador principal das sentenças.
Com a manutenção da decisão do STF, o Brasil sinaliza para órgãos internacionais que as instituições estão unidas na manutenção da ordem democrática.
Após o veto de Lula, o retorna para análise dos deputados e senadores, onde a queda de braço política promete novos capítulos intensos no cenário de Brasília em 2026, ano eleitoral.

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