LULA VENCE BOLSONARO NO 1º TURNO com 48% x 21%, diz pesquisa Genial Quaest

10/11/2021 0 Por Redação Urbs Magna
LULA VENCE BOLSONARO NO 1º TURNO com 48% x 21%, diz pesquisa Genial Quaest

Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022 aponta vitória de LULA no primeiro turno, derrotando Bolsonaro por 48% contra 21%, no Cenário 1 | Crédito da imagem: Arte/CNN Brasil


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Diretor do Instituto avalia que é o pior momento político do presidente. Neste primeiro cenário, o ex-juiz Sergio Moro aparece em terceiro, com 8%, seguido por Ciro Gomes, com 6%, por João Doria, com 2%, e por Rodrigo Pacheco, com 1%

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10/11) mostra vitória de LULA contra Bolsonaro já no primeiro turno da eleição presidencial de 2022. Neste cenário (1), o ex-presidente tem 48% das intenções de voto contra 21% do presidente, seguido pelo ex-juiz federal de Curitiba, Sergio Moro, com 8%, pelo ex-ministro de Lula, o pedetista Ciro Gomes, com 6%, pelo governador de São Paulo, o tucano João Doria, com 2%, e pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), com 1%.

Felipe d’Avila (Novo) não pontuou. Os votos brancos e nulos somaram 10%, e 4% dos eleitores se declararam indecisos na pesquisa que ouviu 2.063 entrevistados entre os dias 3 e 6 de novembro e cuja margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, além do nível de confiança, que é de 95%, conforme mostrou a matéria da CNN Brasil.

No segundo cenário analisado pela pesquisa, em que sai Doria e entra o governador gaúcho Eduardo Leite como candidato do PSDB, Lula também lidera as intenções de voto do primeiro turno com 47%, seguido por 21% de Bolsonaro. Em seguida, aparecem Sergio Moro (8%); Ciro Gomes (7%); Rodrigo Pacheco (1%) e Eduardo Leite (1%). Felipe d’Avila não pontuou. Os votos brancos e nulos somaram 10%, e 4% dos eleitores se declararam indecisos.

A pesquisa também mostra que o petista lidera as intenções de voto em todas as regiões do país, mas a distância de Lula para Bolsonaro é maior na região Nordeste (47 pontos percentuais) e mais apertada no Centro-Oeste (8 pontos percentuais).

No levantamento realizado de forma espontânea, 49% dos entrevistados afirmam estarem indecisos, 6 pontos percentuais a menos do que o índice registrado na última pesquisa, feita em outubro.

Lula aparece com 29% das intenções de voto, 7 pontos percentuais a mais do que alcançado no levantamento anterior. Em seguida, aparece Jair Bolsonaro com 16%, queda de 1 ponto percentual em relação à pesquisa passada.

Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar, somam 4%, mesmo resultado de outubro; 2% disseram que devem escolher outros candidatos, 1 ponto percentual a mais em relação à pesquisa anterior, e 1% declarou que votaria em Ciro Gomes, mesmo resultado observado em outubro.

Avaliação completa do diretor da Genial Quaest

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou no Twitter que “este é “o pior momento político e eleitoral do presidente Bolsonaro“. De acordo com o PhD em ciência política e professor da UFMG, especialista em pesquisa de opinião e redes sociais, “entre agosto e novembro, a rejeição ao governo subiu de 45% para 56%, enquanto a avaliação positiva oscilou de 26% para 19%“.

Nunes produziu um fio na plataforma para explicar os dados do Instituto. Segundo ele, “o governo Bolsonaro tem hoje avaliação mais negativa do que positiva em todos os estratos sociais, políticos e econômicos. A única exceção continua sendo o eleitor que votou em Bolsonaro em 2018. Nesse grupo, 39% avaliam bem o governo e 28% avaliam mal”.

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O desafio é que mesmo nesse grupo a tendência é de piora nos últimos meses. Entre agosto e novembro, a rejeição ao governo subiu de 15% para 28% entre os eleitores que votaram em Bolsonaro, enquanto a avaliação positiva oscilou negativamente: de 52% para 39%“, disse.

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O motivo principal para este crescente mau humor dos brasileiros com o governo é o bolso. Em julho, 41% dos brasileiros diziam que a pandemia de COVID era o maior problema do país e 28% a economia. Agora, 48% acham que a economia é o maior problema, e apenas 17% a saúde“, afirmou Nunes.

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Entre os problemas econômicos, chama atenção o aumento da preocupação com a inflação. Entre julho e novembro, passou de 2% para 11% os que afirmam que esse é o principal problema do país. A falta de crescimento econômico saiu de 10% para 23% no mesmo período“, prosseguiu o diretor da Quaest.

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“A avaliação retrospectiva do quadro econômico confirma esse cenário: a cada mês, aumenta o percentual de brasileiros que acredita que a economia piorou nos últimos meses. Em 4 meses, saiu de 62% para 73% o percentual de brasileiros que acha que a economia piorou”, disse.

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“Embora a economia seja o principal problema identificado pelos brasileiros, a pesquisa mostra um crescimento expressivo das preocupações com as questões sociais. Entre julho e novembro, saiu de 4% para 10% a preocupação com a fome/miséria”, explicou Nunes.

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Enquanto a economia piora, a pandemia dá sinais de esperança. A cada mês, cai mais o nível de preocupação dos brasileiros com a Covid. No começo da série histórica em julho, eram 79% os muito preocupados. Hoje, são 55%.

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Bolsonaro enfrentou a pandemia de Covid dizendo que estava protegendo a economia. Só que agora que o medo da COVID diminuiu, a percepção dos brasileiros é que nem a pandemia, nem a economia foram encaradas de forma correta.

E é claro que isso tem consequências para o cenário eleitoral. Primeiro, quase 70% dos brasileiros acham que Bolsonaro não merece ser reeleito. Um indicador muito forte de rejeição.

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Segundo, enquanto a torcida pela vitória de Lula continua majoritária, a torcida por Bolsonaro diminui, mantendo acesa a esperança de quem gostaria de ver um candidato nem-nem no segundo turno.

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Terceiro, o voto espontâneo, que é o melhor indicador de voto a essa altura da corrida presidencial, se moveu significativamente este mês. A indecisão caiu 6 pontos percentuais, enquanto Lula consolidou uma vantagem importante, chegando a quase 30% de voto espontâneo.

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No cenário estimulado, a pesquisa testou 2 listas com todos os candidatos. Uma com Doria como candidato do PSDB e outra com Leite. Em ambas, o ex-presidente Lula teria mais de 50% dos votos válidos já no primeiro turno.

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Bolsonaro tem o seu pior desempenho desde que a pesquisa começou a ser realizada. Nos últimos 4 meses, o presidente sempre oscilou entre 25-30% de intenção de voto. Nessa rodada, ele chega próximo dos 20%.

Moro vira a esperança da 3 via. Com ele presente, Bolsonaro perde tração eleitoral e os candidatos do PSDB figuram em patamar abaixo de 2%. Ninguém mais pontua.

O perfil do voto dos dois principais candidatos é bem antagônico: Lula ganha em todas as regiões e estratos, mas ele é mais competitivo no Nordeste e nos setores de renda baixa. Bolsonaro tem melhor desempenho no Centro-Oeste e Sudeste, e nos estratos de renda alta.

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Nas simulações de segundo turno, Lula teria 57% dos votos contra 27% de Bolsonaro. Contra Moro, Lula mantém 57%, e o ex-juiz fica com 22%. Na disputa com Ciro, são 53% para Lula e 20% para o candidato do PDT. Os tucanos pontuam menos.

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O baixo desempenho de Leite e Pacheco pode ser explicado pelo alto grau de desconhecimento de ambos: 59% e 56%, respectivamente. O tucano tem pouco tempo para vencer as prévias do PSDB. O Senador mineiro precisará de mais de visibilidade nacional para crescer nas pesquisas.

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A baixa rejeição a Lula (39%) e alta rejeição de Bolsonaro (67%) são evidências muito claras de porque o cenário eleitoral continua tão favorável ao petista. Entre os nomes mais conhecidos (Bolsonaro, Moro, Dória e Ciro), todos tem rejeição maior do que a do ex-presidente.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 03 e 6/11 por meio de 2.063 entrevistas presenciais domiciliares em 123 municípios nas 5 regiões do país. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais com 95% de nível de confiabilidade.

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