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“A lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, diz Lula; Vice-presidente da Venezuela resiste

    Delcy Rodríguez denuncia interesses dos EUA no petróleo do país; Lula e outros países condenam invasão e captura de Maduro; ação representa ” ameaça à soberania latino-americana“, afirmou o presidente brasileiro

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    LULA, DELCY
    LULA, DELCY RODRÍGUEZ E TRUMP

    Brasília (DF) · 03 de janeiro de 2026

    Declaração veemente do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva critica duramente a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou em bombardeios e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    Publicada em sua conta oficial no X (antigo Twitter), o estadista comentou a ação, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que marcou um escalada dramática nas tensões regionais, com repercussões imediatas na América Latina e no cenário internacional.

    Os Estados Unidos realizaram uma “operação em grande escala” batizada de Operation Absolute Resolve, envolvendo ataques aéreos em locais no norte da Venezuela, incluindo a capital Caracas.

    Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a madrugada e transportados para fora do país.

    Trump, em uma coletiva de imprensa realizada por volta das 11h (horário de Brasília), afirmou que os EUA assumirão temporariamente a administração da Venezuela “até que possamos realizar uma transição segura, adequada e judiciosa”.

    Ele justificou a intervenção como uma medida contra o “narcoterrorismo”, citando acusações pendentes contra Maduro por tráfico de drogas e ligações com organizações terroristas, com uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo norte-americano.

    A operação gerou apagões elétricos, explosões em instalações militares em algumas áreas de Caracas.

    Lula, em sua postagem publicada às 9h59 (horário de Brasília), neste sábado (3/jan), posicionou o Brasil como defensor do multilateralismo e da não-intervenção.

    Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional“, escreveu.

    Ele prosseguiu enfatizando os riscos globais: “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.”

    Lula também contextualizou a ação como um retrocesso histórico: “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.”

    Finalizando, o presidente brasileiro apelou por uma resposta coletiva: “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

    Essa postura alinha-se à tradição diplomática brasileira de condenar o uso da força em disputas internacionais, como visto em conflitos recentes no Oriente Médio e na Europa.

    Os eventos se desenrolaram rapidamente na madrugada de sábado. Relatos iniciais de explosões em Caracas surgiram por volta das 3h (horário de Brasília), com o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, denunciando uma “agressão imperialista” e prometendo resistência.

    Forças especiais dos EUA, possivelmente incluindo unidades de elite como a Delta Force, foram responsáveis pela captura de Maduro em sua residência oficial.

    Imagens divulgadas por Trump mostram Maduro algemado, confirmando sua detenção em Nova York, onde ele deve enfrentar julgamento federal.

    A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a presidência e condenou os ataques como uma “agressão militar sem precedentes“, exigindo a liberação imediata de Maduro.

    Trump, por sua vez, indicou disposição para dialogar com Rodríguez, mas reiterou que Maduro “é o único presidente” reconhecido pelo regime anterior.

    O Irã denunciou a ação como uma violação do direito internacional, ecoando preocupações semelhantes às de Lula.

    Na Arábia Saudita e em outros aliados dos EUA, há silêncio ou apoio implícito, enquanto críticos internos nos EUA, incluindo alguns republicanos na Câmara dos Representantes, romperam com Trump, questionando a legalidade da operação sem aprovação congressional.

    Especialistas em relações internacionais alertam que essa intervenção pode desestabilizar a região, evocando paralelos históricos como a invasão do Iraque em 2003 ou a captura de Saddam Hussein.

    Maduro, no poder desde 2013, enfrentava sanções internacionais e acusações de fraude eleitoral, mas sua remoção forçada levanta questões sobre o futuro da Venezuela, incluindo o controle de suas vastas reservas de petróleo – um fator apontado por críticos como motivador principal da ação dos EUA.

    A ONU convocou uma reunião de emergência para discutir o caso, com o Brasil defendendo o diálogo como via preferencial para resolver a crise.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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