Cientista político vê Presidente mais forte para um insuperável quarto mandato após diálogo estratégico dos dois líderes reforçar posição do Brasil em detrimento do viralatismo da extrema direita que só reduz a influência bolsonarista
Brasília, 26 de outubro de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com Donald Trump na Malásia, durante a cúpula da ASEAN, neste domingo (26/out), em um encontro marcado por cordialidade.
Segundo o cientista político Hussein Kalout, ex-Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (2016-2018), Doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Conselheiro Internacional CEBRI, a reunião foi uma “tremenda vitória” para Lula, com potencial impacto eleitoral em 2026, quando ele buscará um quarto mandato, conforme a BBC News Brasil.
A aproximação com Trump enfraquece o bolsonarismo, especialmente após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, e neutraliza críticas de opositores sobre a capacidade de Lula de negociar com os EUA em prol do setor produtivo brasileiro.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou o diálogo um avanço para as relações comerciais bilaterais.
Apesar do clima positivo, as negociações sobre a tarifa de 50% imposta por Trump contra produtos brasileiros, como carne, devem se prolongar, dependendo de concessões mútuas. Uma nova rodada de conversas está marcada para 27/10, entre o chanceler Mauro Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Kalout destaca que Lula agiu com paciência e prudência para superar tensões com Trump, cuja mudança de postura também reflete interesses econômicos, como evitar inflação nos EUA, e receios de uma aproximação do Brasil com a China.
Lula também busca reverter sanções contra ministros do STF, impostas por Trump no contexto do julgamento de Bolsonaro, mas a manutenção dessas sanções pode ser usada como moeda de negociação.
O encontro esvazia o discurso da oposição, que poderia explorar a relação com os EUA como um flanco contra Lula.
Kalout avalia que o governo brasileiro fará esforços para manter os ganhos políticos, possivelmente com concessões estratégicas para sustentar o diálogo com os EUA.
Interesses americanos incluem maior acesso às terras raras brasileiras, regulamentação de big techs e abertura do mercado ao etanol de milho dos EUA.
Apesar do avanço, Trump defendeu a tarifa sobre a carne brasileira dias antes, enquanto Lula reforçou a busca por alternativas ao dólar no comércio global, o que motivou as tarifas americanas, segundo Trump.
O impacto político também atinge o bolsonarismo, que perdeu força junto à Casa Branca após o encontro.
As sanções contra o STF, justificadas por Trump como resposta à suposta perseguição a Bolsonaro, e a condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão, limitam sua influência.
Kalout considera improvável uma reviravolta, dado o pragmatismo de Trump, embora sua volatilidade possa alterar o cenário caso Lula se enfraqueça e Bolsonaro ganhe força.
A reunião, portanto, posiciona Lula estrategicamente para 2026, enquanto as negociações comerciais e diplomáticas seguem como desafio central.
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Lula é um estrategista, sabe o hora certa de atacar, sua liderança mundial, impõem respeito onde chega
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