| Brasília (DF)
08 de maio de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu diretamente a um questionamento sobre a relação com Donald Trump durante coletiva de imprensa em Washington, na quinta-feira (7/mai).
O mandatário brasileiro classificou o encontro na Casa Branca como produtivo e comparou a aproximação a uma química instantânea, reforçando que a soberania do Brasil permanece intacta.
O jornalista Clívio Watson, do Washington Post, perguntou se os dois líderes haviam trocado insultos no passado e se Trump havia apoiado opositores políticos no Brasil.
Watson ainda questionou como Lula caracterizaria a relação bilateral e se haveria interferência na soberania nacional.
Lula respondeu com firmeza: “Olha, se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu porque eu ganhei as eleições. Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outros países é o princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural política e a soberania de um outro país”.
A declaração reafirma o compromisso com a democracia e a soberania nacional, valores centrais para a estabilidade das relações internacionais.
O presidente detalhou a evolução do contato: desde o breve encontro de 29 segundos em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, passando por telefonemas e o encontro na Malásia, até a reunião de três horas na Casa Branca.
“Eu penso que a nossa relação com o Trump é uma relação sincera […] Eu diria uma relação que pouca gente acreditava que pudesse acontecer com tanta rapidez. É que sabe aquela história amor à primeira vista aquele negócio da química. É isso que aconteceu”, afirmou.
Lula acrescentou que tem razões para acreditar que Trump “gosta do Brasil” e que os brasileiros querem os melhores acordos com os Estados Unidos. Ele descartou qualquer influência externa nas eleições brasileiras de 2026:
“Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras até porque quem vota é o povo brasileiro”.
A declaração ecoa o princípio de não interferência, tema recorrente na diplomacia brasileira e que ganha relevância diante do histórico de tensões entre os dois líderes.
O episódio ilustra como a geopolítica pode superar diferenças ideológicas quando ancorada em interesses mútuos de comércio, segurança e minerais críticos.
A reunião ocorreu em meio a discussões sobre tarifas e crime organizado, temas que impactam diretamente a economia brasileira.
FAQ Rápido
1. O que o jornalista do Washington Post perguntou a Lula?
Questionou sobre insultos passados, apoio de Trump a opositores no Brasil e possível interferência na soberania nacional.
2. Como Lula descreveu a relação com Trump?
Como sincera, com “amor à primeira vista” e química, evoluindo rapidamente desde o primeiro contato.
3. Lula acredita em interferência de Trump nas eleições de 2026?
Não. Ele afirmou que o povo brasileiro decide seu destino, reafirmando a democracia e a soberania.
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