Leia a análise de possíveis diálogos bilaterais e avanços diplomáticos entre os dois países em meio a tensões comerciais
Brasília, 25 de setembro de 2025
As equipes diplomáticas do Brasil e dos Estados Unidos iniciam nesta quinta-feira (25/set) discussões preliminares sobre um possível encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
A iniciativa surge logo após um breve, mas caloroso, contato entre os líderes durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na terça-feira (23/set), que gerou elogios mútuos e promessas de diálogo futuro.
Apesar das recentes tensões, como as tarifas de 50% impostas por Washington sobre produtos brasileiros em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o otimismo diplomático prevalece, com foco em temas como comércio, meio ambiente e minerais críticos.
O encontro informal na ONU – que segundo o republicano, durante discurso, durou “39 segundos” – marcou a primeira interação presencial dos mandatários desde a posse de Trump em janeiro.
O presidente americano elogiou o homólogo brasileiro, afirmando ter vivido uma “química excelente” com Lula, a quem chamou de “um cara muito agradável”.
Trump chegou a anunciar publicamente que os dois “combinamos de nos encontrar na semana que vem”, após uma conversa de “uns vinte segundos” nos corredores do plenário.
A declaração, feita logo após o discurso de abertura de Lula – que criticou indiretamente interferências externas em processos judiciais soberanos – foi vista como um gesto de distensão em meio a uma crise inédita que escalou desde agosto, com sanções americanas e respostas nacionalistas do governo petista.
Em coletiva a jornalistas, Lula expressou satisfação com o ocorrido, declarando que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu” e que “pintou uma química mesmo” com Trump.
O presidente brasileiro, acompanhado de assessores como o ex-chanceler Celso Amorim e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enfatizou a disposição para diálogo, mas priorizando canais iniciais por telefone ou videoconferência devido à agenda lotada.
“Tenho muita coisa para conversar e dois chefes de Estado precisam conversar com base em informações verdadeiras. Acho que ele está mal-informado sobre o Brasil que fez ele tomar decisões erradas”, disse Lula, sugerindo que um encontro presencial não está descartado, mas depende de avanços concretos.
As discussões a partir de hoje, coordenadas pelo Itamaraty brasileiro e pelo Departamento de Estado americano, visam preparar o terreno para essa conversa.
Temas em pauta incluem a revisão das tarifas sobre exportações como carnes e biocombustíveis, cooperação em big techs, terras-raras e minerais críticos, além de pautas globais como clima e multilateralismo – áreas onde os discursos de Lula e Trump na ONU revelaram visões contrastantes, mas com espaço para convergências pragmáticas.
Diplomatas brasileiros adotam tom de cautela, destacando a “imprevisibilidade” de Trump, enquanto fontes em Washington indicam que o republicano vê no gesto uma oportunidade para recalibrar a relação, beneficiando interesses econômicos mútuos.
Analistas como o professor de Relações Internacionais da UFMG, Dawisson Belém Lopes, avaliam que essa aproximação pode “dar um passo a um novo padrão de relacionamento”, especialmente após meses de retórica hostil.
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A imprensa ecoou o otimismo, com coberturas destacando o potencial de um “degelo” nas relações. O g1, em reportagem exclusiva desta quinta, detalha os preparativos e cita fontes do Itamaraty afirmando que “o governo brasileiro mantém contato com o setor privado para discutir temas que podem entrar em futuras conversas”.
Em análise de 23 de setembro, a BBC News Brasil relata que Trump surpreendeu ao chamar Lula de “um cara legal” e planejar o encontro, contrastando com as críticas prévias às sanções.
Do outro lado da Linha do Equador, o The New York Times, no mesmo dia, descreve o abraço como um “ramo de oliveira” após o discurso “afilado” de Lula, prevendo impactos em negociações comerciais.
A Reuters confirma o plano de reunião para a próxima semana, citando a “química excelente” vivida na ONU.
Outras fontes, como o UOL Notícias, revelam bastidores: assessores americanos ficaram “surpresos” com a virada de humor de Trump, que optou por um abraço em vez do aperto de mão previsto.
Tanto o jornal O Globo quanto o britânico The Guardian complementam, notando como o episódio impulsionou as pesquisas de aprovação de Lula no Brasil, transformando a crise em ativo político.
Não houve contatos oficiais na quarta, mas os debates de hoje podem acelerar o cronograma.
Enquanto Lula retorna à agenda doméstica, incluindo debates sobre anistia a bolsonaristas no Congresso, o mundo observa se essa “química” se traduzirá em ações concretas, potencialmente aliviando as tarifas que afetam bilhões em trocas comerciais anuais.
Para Brasil e EUA, nações pivôs na agenda global, o sucesso dessas discussões poderia redefinir parcerias em um ano de eleições e instabilidades internacionais.








Trump não é mal informado. Ele é mal-intencionado. Trump também não está interessado nos bolsonaros. Apenas os usam para seus interesses: BRICS, que ele quer destruir. PIX, que ele quer se apossar. Terras Raras, que ele quer bem barato.
Toda essa falácia de “química” é só blá-blá-blá.
Até tu Trump? Ninguém resiste ao charme de Lula, ele é o cara.
Como será que os Bozos estão engolindo isso?😁😁😁
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