Presidente do Senado suspende rito de escolha para o STF alegando falta de documento oficial; manobra do governo visa evitar derrota em votação relâmpago e joga decisão para o próximo ano – ENTENDA
Brasília, 02 de dezembro 2025
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta terça-feira (02/dez) o cancelamento da sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação em plenário, que estavam previstas para a quarta-feira da semana que vem (10/dez), foram suspensas por tempo indeterminado.
O motivo oficial para a suspensão foi a ausência da mensagem presidencial formalizando a indicação ao Congresso, um trâmite burocrático indispensável.
Contudo, nos bastidores, o movimento revela uma tática deliberada do Palácio do Planalto para evitar que o nome de Messias fosse “atropelado” e rejeitado em uma votação apressada articulada por insatisfeitos no Legislativo, conforme avaliou a jornalista Júlia Duailibi, no g1.
“1 a 0 para o Planalto”: A Estratégia por Trás do Atraso
Embora Alcolumbre tenha classificado a omissão do envio da mensagem como “grave e sem precedentes”, acusando o Executivo de “interferência” no cronograma do Legislativo, a análise política aponta para uma vitória tática do governo.
Segundo apuração do Blog da Julia Duailibi, o placar atual é de “1 a 0 para o Planalto”.
O governo segurou a oficialização propositalmente para ganhar tempo, permitindo que Messias realize reuniões com parlamentares e quebre resistências antes de ser submetido ao crivo dos senadores.
Um auxiliar próximo a Lula resumiu o sentimento de alívio no governo ao Blog do Camarotti: “é melhor não votar do que perder no Senado e derrubar o nome do Messias”.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, rebateu as críticas minutos após o cancelamento.
Ele afirmou que “não tem nenhuma intenção de o Executivo burlar qualquer coisa” e ressaltou que, assim como o presidente respeita o tempo do Senado, o Legislativo deve respeitar o tempo de envio da mensagem por Lula.
Risco Jurídico e o Fim do Calendário 2025
O senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Alcolumbre e cotado para assumir a CCJ em 2026, defendeu a decisão de adiar o processo.
Para Alencar, realizar o rito apenas com a publicação no Diário Oficial, sem a mensagem formal, não teria “sustentação regimental” e poderia levar à judicialização da escolha de um ministro da Suprema Corte.
Com o recesso parlamentar previsto para iniciar entre 17 e 18 de dezembro, Otto Alencar avalia que não há mais “tempo hábil” para concluir a indicação ainda este ano.
“Se ele fosse encaminhado amanhã, dificilmente daria tempo para esse ano”, previu o senador.
A Sombra de Pacheco e o “Troco” de Alcolumbre
O impasse possui um forte componente político: a preferência de Alcolumbre e de parte do Senado pela indicação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
A insistência de Lula em Messias frustrou essa articulação. Analistas apontam, no entanto, que a rejeição a Messias pode acabar prejudicando o próprio Pacheco, tirando-o do páreo para futuras vagas.
Em resposta à manobra do governo, Alcolumbre sinalizou ao Planalto que, a partir de agora, “não tem compromisso com o calendário do governo” e não aceitará cobranças futuras sobre a demora na apreciação do nome.
O cenário remete a 2021, quando o próprio Alcolumbre represou por 142 dias a sabatina de André Mendonça, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro, o maior tempo de espera da história recente.

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Nestes tempos em que o Presidente Lula governa com minoria, tendo o “Orçamento Secreto”,do Gov passado ,garantido a eleição de delinquentes,como Pazuello, o amigão da Cloroquina; Damares, que vê Jesus na Goiabeira,Moro , o Juiz suspeito; o Astronauta, que vive no Mundo da Lua; ;Ricardo Salles,ladrão de madeira amazônica, o nosso Presidente faz milagres ao aprovar Projetos como o da extinção do IR para quem recebe até 5mil e a cobrança de 10% para os ricos e super-ricos! LULA 2026!
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