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Lula tem reunião remota com ministros para tratar das chuvas em SC e da seca e queimadas no AM

    Águas invadiram ruas em Rio do Sul (Santa Catarina) – cidade sob gestão do prefeito Jose Eduardo Rothbarth Thome – Foto de Ana Cristina Machado para a NSC TV | Um morador rema em sua canoa passando por peixes mortos encontrados nas margens do rio Paraná de Manaquiri, um afluente do Amazonas – Foto de Amazona Spress / Reuters | No detalhe, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Sobreposição de imagens

    Determinei aos ministros que todas as equipes estejam mobilizadas e à disposição dos governos estaduais e das prefeituras“, disse o Presidente acrescentando que “o Governo Federal está atento, presente e atuando para atender a população e remediar os danos causados pelos extremos climáticos

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em suas redes sociais, no início da tarde deste feriado de 12 de outubro, que se reuniu remotamente, pela manhã, com alguns ministros “para tratar da situação das fortes chuvas em Santa Catarina, bem como da seca e das queimadas que afetam o Amazonas“.

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    O estado do Sul do Brasil tem vários municípios inundados deste a segunda-feira (9/10), por conta do alto nível dos rios, provocado pelas chuvas fortes desde a última quarta (4/10). Alagamentos, deslizamentos, cancelamento de aulas e bloqueio de rodovias estiveram no noticiário sobre Santa Catarina.

    No Amazonas, às 14h desta quarta-feira (11/10) havia 48 municípios em situação de emergência, 12 cidades em alerta, nenhum em atenção e 2 em normalidade. Houve alteração no número de municípios em situação de emergência. Careiro Castanho, Barcelos e Tapauá decretaram situação de emergência. Segundo o boletim, o Amazonas tem 392 mil pessoas afetadas até o momento, cerca de 97 mil famílias.

    Assim como fizemos com o Rio Grande do Sul, temos dedicado atenção especial a esses estados, com a presença de técnicos, secretários, ministros, repasses de recursos e muito diálogo“, disse Lula.

    Determinei aos ministros que todas as equipes estejam mobilizadas e à disposição dos governos estaduais e das prefeituras. O Governo Federal está atento, presente e atuando para atender a população e remediar os danos causados pelos extremos climáticos“, pontuou o Presidente.

    SANTA CATARINA



    Uma força-tarefa do governo federal desembarcou na cidade de Navegantes, em Santa Catarina, para acelerar o apoio do governo federal a municípios atingidos pelas fortes chuvas e prestar assistência às comunidades.  

    A comitiva – liderada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes – sobrevoou, nessa quarta-feira (11), as cidades mais afetadas pelos temporais, no Vale do Itajaí, entre elas, Rio do Sul e Taió. Depois, por terra, percorreu algumas localidades de Blumenau, onde seus integrantes se reuniram com o governador catarinense, Jorginho Mello, prefeitos, parlamentares e a comunidade. 

    A comitiva ainda contou com as presenças da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Mauricio Abijaodi; do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros; do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Nacional, Décio Nery de Lima, e do diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Márcio Henrique de Oliveira Garcia. 

    Ações federais 

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, celebrou a sinergia entre as defesas civis nas três esferas de governo – nacional, estadual e municipal.

    “Começamos a fazer reuniões antes mesmo de as chuvas acontecerem. Assim como no governo estadual, existe um monitoramento feito por uma sala de situação do governo federal, que emite alertas e relatórios diariamente”, explicou. 

    “A lógica é a que deve prevalecer. O cidadão é o mesmo para ser assistido por nós. Se nós quisermos assistir cada vez melhor, é melhor que a gente tenha um entendimento sempre entre as três esferas de poder, que a gente chega mais fácil, mais rápido, mais organizado para atender o cidadão e sua família, seja no sofrimento, ou depois, na reorganização da sua vida”, disse Waldez Góes. 

    O governador Jorginho Mello apontou a necessidade de obras nos rios para evitar futuras enchentes, a exemplo de limpeza, desassoreamento, alargamento, desobstrução, remoção ou escavação de material no fundo de rios. “Uma das nossas prioridades é investir em dragagens e temos pressa”, afirmou.  

    Sobre o auxílio financeiro para a reconstrução dos municípios afetados, Waldez Góes destacou que o governo federal já reconheceu, de forma coletiva, a situação de emergência em 82 municípios. “Os 82 municípios estão habilitados para entrar com seus planos de trabalho e nós estamos autorizados pelo presidente Lula a apoiar todos os municípios”. 

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    Waldez Góes listou as atividades de vários ministérios e órgão federais que, neste momento, estão à disposição de Santa Catarina para somar esforços. De acordo com o ministro, a Caixa Econômica Federal poderá disponibilizar o Saque Calamidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aos trabalhadores de cidades com o estado de calamidade pública já reconhecido; assim como a antecipação do pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, aos beneficiários residentes nestas regiões.  

    Insumos

    O ministro ainda detalhou a entrega de kit de medicamentos e insumos estratégicos, pelo Ministério da Saúde, para atendimento aos municípios atingidos por desastres naturais.

    O diretor do Ministério da Saúde, Márcio Henrique de Oliveira Garcia, explicou que cada kit Calamidade é suficiente para atender cerca de 15 mil pessoas por 30 dias. Além disso, o Exército colocou à disposição dos gestores catarinenses 1.200 militares, veículos e equipamentos para auxiliar nos trabalhos locais. 

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou a ocorrência de tantos eventos extremos no Brasil, que têm se repetido com uma frequência maior, em 2023, influenciada pela ocorrência do fenômeno natural El Niño e pelo aquecimento das águas de oceanos. “As coisas vão se intensificando. E aquilo que levava 20 anos, 10 anos, agora, começa a acontecer amiúde,” acentuou.

    Ela enfatizou que é preciso trabalhar com foco na prevenção. “Vamos trabalhar o emergencial preventivo, que é esse treinamento que a Defesa Civil vai fazer. E vamos trabalhar o emergencial estruturante. Não dá para a gente dizer mais que isso foi um fenômeno natural. Nós sabemos que vai se repetir! Não é fácil, mas, nós vamos fazê-lo”, frisou.  

    Gestão das águas 

    Durante a visita a Blumenau (SC), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e o governo de Santa Catarina assinaram o Pacto pela Governança da Água. O documento pretende aperfeiçoar a gestão de recursos hídricos e a regulação dos serviços de saneamento básico. A adesão catarinense deverá  garantir a oferta deste recurso mineral em quantidade e qualidade. 

    O diretor-presidente da ANA, Mauricio Abijaodi, enumerou partes do documento assinado. “A gente inclui, especificamente, a parte de capacitação, monitoramento hidrometeorológico, segurança de barragens, infraestrutura hídrica e a parte de saneamento básico, onde se busca, acima de tudo, levar dignidade às pessoas”, afirmou.

    AMAZONAS



    A severa estiagem que atinge a região não deverá deixar terra arrasada apenas na paisagem e na vida animal da região.

    A economia e a máquina pública do governo também sofrerão, imediamente, os efeitos da mudança extrema do clima na Amazônia.

    Ontem, o governador Wilson Lima (União) recebeu informação de sua equipe econômica de que a arrecadação do Estado, em ICMS, começou a cair.

    A causa, explicaram técnicos da Sefaz, foi a queda na venda de combustíveis em decorrência da vazante que praticamente parou o transporte fluvial para a maioria dos municípios.

    O problema é que é da venda de gasolina e diesel que sai grande parte da receita que compõe o orçamento do Amazonas, que este ano já havia perdido mais de R$ 1 bilhão.

    Cenário pode ser ainda pior

    A informação foi dada pelo governador Wilson Lima em coletiva de imprensa para anunciar o envio de mais gente e viaturas para combater incêndios florestais em Autazes (AM). Contudo, ele disse ainda não ter os dados completos.

    Mas a perda de receita não deve ficar apenas na queda da venda de combustíveis. O governador prevê um impacto ainda maior na economia do Estado.

    Assim sendo, ele prevê, por exemplo, recuo nas atividades do comércio e da indústria como consequência da vazante dos rios.

    Nesse caso, Wilson cita o transporte fluvial de cargas. Com a baixa profundidade dos rios, navios de grandes calados, informou, já estão suspendendo viagens.

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    Ontem, reportagem do BNC mostrou o tamanho desse problema. Imediatamente, ele deverá atingir as entregas de bens do Polo Industrial de Manaus para a black friday, umas das principais agendas de vendas anunais do PIM.

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