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Lula tem ao menos 12 reuniões bilaterais previstas durante Cúpula do G20 e é exaltado por economista-chefe da FAO


    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Foto EPA-EFE/REX/Shutterstock

    Liderança de Lula foi ‘super importante’ para criação da Aliança Global Contra A Fome E A Pobreza, diz Maximo Torero – O estadista visitou, nesta sexta-feira (15), as instalações do evento, no Museu de Arte Moderna

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    O Presidente da República Federativa do BrasilLuiz Inácio Lula da Silva (PT) já tem 12 reuniões bilaterais com líderes internacionais agendadas para ocorrer durante o encontro da Cúpula do G20 (fórum de debate informal entre países industrializados e emergentes sobre assuntos-chave relacionados à estabilidade econômica global), que ocorre nos dias 18 e 19, no Rio Janeiro.

    O bloco é formado por chefes de Estado, Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais de 19 países: África do Sul1, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos2, França3, Índia4, Indonésia, Itália5, Japão6, México, Reino Unido7, Rússia e Turquia, além da União Europeia8, representada pela presidência rotativa do Conselho da União Europeia e pelo Banco Central Europeu.

    Durante a cimeira do fórum de cooperação econômica internacional, o estadista se encontra com os representantes dos países supracitados, abaixo relacionados ordenadamente:

    1. Presidente Cyril Ramaphosa ↩︎
    2. Presidente Joe Biden ↩︎
    3. Presidente Emmanuel Macron ↩︎
    4. Primeiro-ministro Narendra Modi ↩︎
    5. Primeira-ministra Giorgia Melloni ↩︎
    6. Primeiro-ministro Shigeru Ishiba ↩︎
    7. Primeiro-ministro Keir Starmer ↩︎
    8. Presidente Ursula Von der Leyen ↩︎

    O chefe do Executivo brasileiro também tem reunião, durante o evento, com o presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi; com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim; com o primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) António Guterres.

    Os encontros devem começar no sábado (16/11) com Cyril Ramaphosa, que acompanhará Lula no encerramento do G20.

    Cúpula no Rio receberá 55 líderes de países e chefes de organizações. Depois, o Presidente brasileiro receberá o presidente da ChinaXi Jinping, em Brasília.

    Lula chegou no finalzinho da tarde de quinta-feira (14/11) ao Hotel Fairmont, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde ficará hospedado no local até meados da próxima semana. A assessoria do Planalto informou que o Presidente jantou no estabelecimento e não cumpriu agenda pública durante a noite.

    O estadista receberá, no sábado (16/11), o documento que consolida as discussões do G20 Social, iniciativa inédita da presidência brasileira que tem por objetivo ampliar a participação da sociedade civil nas discussões do grupo das maiores economias do mundo.

    Nesta sexta-feira, Lula esteve visitando as instalações onde será realizada a Cúpula do G20, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o MAM. Nas redes sociais, o Presidente disse que “o Brasil receberá delegações de todo o mundo para debater temas como o combate à fome, a transição energética e a construção de um mundo com mais cooperação e trabalho para enfrentar os desafios globais“.

    Somos hoje um país bem diferente de alguns anos atrás”, escreveu Lula na plataforma social de microblog X, referindo-se aos governos anteriores de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo completou dizendo que nosso país “volta a olhar para o seu futuro e para o futuro do planeta“.

    O tema a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no G20

    Diplomatas de diversos países ouvidos pela BBC News Brasil reconhecem a eficácia de trazer um tema unificador para as negociações, resultando na criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    A nova instituição representa um exemplo concreto de impacto do G20, que normalmente se limita a intenções, mas sua eficácia ainda depende da liberação de recursos, segundo Maximo Torero, economista-chefe da FAO (Food and Agriculture OrganizationOrganização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura [uma das agências das Nações Unidas que lidera esforços para a erradicação da fome e combate à pobreza e usa como lema a frase fiat panis (haja pão)])

    A iniciativa propõe a implementação de políticas públicas eficazes, como o Bolsa Família, em países de renda baixa, buscando facilitar o acesso a financiamentos do FMI e do Banco Mundial.

    As metas incluem alcançar 500 milhões de beneficiários de programas de transferência de renda em Togo, Chile e Nigéria, e dobrar o acesso à alimentação escolar para 150 milhões de crianças até 2030, com apoio de França, Alemanha e Noruega.

    Em 2023, a ONU registrou 733 milhões de pessoas famintas, um aumento desde 2019.

    Para Maximo Torero, a liderança do Brasil e de Lula foram “super importantes” para a criação da Aliança, seja devido ao sucesso do país na redução da fome e da pobreza nas últimas décadas e ainda hoje, seja devido à capacidade de “atração política” do presidente brasileiro “para alcançar consensos“.

    Na sua avaliação, há uma “janela de oportunidade” no próximo ano, quando o Brasil vai presidir o BRICS e sediará, no final do ano, a COP 30, a trigésima edição da cúpula do clima da ONU.

    É importante lincar a Aliança com a agenda climática. Então, o fato de o Brasil estar liderando o G20, coordenando isso de perto com o G7, presidido pela Itália, e passando ano que vem para o BRICS e depois para a COP 30, é uma grande oportunidade para atrair também as questões climáticas para a segurança alimentar“, defendeu o economista-chefe da FAO.

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