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Lula, STF, AGU e PGR reagem às sanções de Trump contra Moraes em jantar no Alvorada

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    Ministros do
    Ministros do STF e AGU são recepcionados pelo presidente Lula no Palácio do Alvorada |31.7.2025| Imagem Divulgação


    Reunião em Brasília reforça soberania nacional e independência judicial diante de medidas dos EUA



    Brasília, 01 de agosto de 2025

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu, na noite de quinta-feira (31/jul), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Palácio da Alvorada, em Brasília, para um jantar que simbolizou apoio ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções financeiras impostas pelo governo dos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump.

    As sanções, baseadas na Lei Magnitsky, incluem congelamento de bens e proibição de entrada nos EUA, sendo consideradas uma interferência inaceitável na soberania brasileira.

    O encontro, que contou com a presença de figuras como o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além do AGU (advogado-geral da União) Jorge Messias, foi uma resposta clara à tentativa de pressão externa sobre o Judiciário brasileiro.

    As sanções contra Moraes foram motivadas por suas decisões em processos que investigam tentativas de golpe de Estado, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, que teria articulado junto aos EUA medidas de retaliação contra o STF.

    Durante o jantar, Lula destacou que a soberania do Brasil e a independência do Judiciário não estão em negociação, enquanto Moraes afirmou que manterá sua atuação firme, sem ceder a ameaças externas.

    AAGU estuda ações judiciais nos EUA para contestar as sanções, que também restringem o uso de cartões de bandeiras como Visa e Mastercard por Moraes, conforme informações do jornal O Globo.

    Apenas seis dos onze ministros do STF compareceram ao jantar: Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin e o próprio Moraes.

    Ausências notáveis incluíram Cármen Lúcia e André Mendonça, mas a mensagem de unidade foi reforçada.

    O STF planeja reafirmar sua independência na sessão de abertura do semestre judiciário, em 1º de agosto, com discursos em defesa da Constituição e do devido processo legal.

    As sanções, vistas como uma retaliação às investigações sobre a trama golpista, geraram indignação em Brasília, com Lula classificando-as como uma afronta ao povo brasileiro, articulada por “políticos que traem a pátria”.

    O jantar no Alvorada não foi apenas um gesto de solidariedade, mas também um marco na defesa da autonomia das instituições brasileiras frente a pressões internacionais.

    O governo Lula e o STF sinalizam que não cederão às tentativas de interferência, enquanto a AGU prepara uma resposta jurídica.

    A crise diplomática, agravada pela sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras anunciada por Trump, evidencia tensões que vão além do Judiciário, tocando questões de soberania e relações bilaterais.

    O Brasil se posiciona como um país que não aceita ingerências, prometendo proteger suas instituições e sua democracia.



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