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    Lula sobe com erros de Flávio Bolsonaro; nem mercado e centrão creem nele, só Trump, diz analista do Valor

    — calculando —
    Lula, Flávio Bolsonaro e Trump

    📷 O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / Getty Images | O senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca / reprodução redes sociais | Arte Urbs Magna


    | Brasília (DF)
    05 de julho de 2026

    O senador Flávio Bolsonaro tem sido um “dark horse” (azarão).

    Nem o centrão e o mercado acreditam mais em suas chances contra o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua tentativa de se tornar o próximo chefe do Executivo federal.

    Esta é a análise do colunista César Felício, do Valor Econômico, “a 90 dias da eleição”, observando que todos os “erros da oposição favorecem Lula”.

    Segundo ele, o Presidente do Brasil se beneficia da “extrema dificuldade de Flávio Bolsonaro em sair do próprio labirinto” criado dos escândalos do Master e da crise com a madrasta Michelle.

    Após críticas dispensáveis feitas ao estadista, o autor do texto afirma que o grande trunfo de Lula tem sido esse.

    E, com o ceticismo de seus próprios aliados, o senador vê “único apoio concreto” vindo da Casa Branca, que se tornou destino para suas ofertas de “concessões geopolíticas e econômicas”.

    Já é a sexta viagem do filho de Jair Bolsonaro para a capital dos EUA, contabiliza o jornalista.

    O senador chega a Washington D.C. neste domingo (5/jul). Ele embarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na noite de sábado (4/jul), com destino à capital norte-americana.

    O objetivo principal da viagem é participar presencialmente de uma audiência pública no órgão norte-americano de comércio (USTR) sobre a proposta de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

    O encontro ocorre na terça-feira (7/jul), dias antes da decisão final, prevista para até 15 de julho.

    Flávio segue realizando, segundo o colunista, “concessões futuras a Donald Trump em troca do adiamento de sanções econômicas contra o Brasil”, que foram impostas após sua visita anterior.

    O primogênito do apenado por tentativa de golpe de Estado foi o principal responsável pelo novo tarifaço do aliado do norte do continente, segundo a base de Lula.

    O senador enviou, na quinta-feira (2/jul), um documento ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) no qual afirma que a confirmação do tarifaço de 25% proposto pelo órgão daria ao governo Lula (PT) uma “vitória política”.

    “As tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que defendem uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, disse Flávio, conforme transcreveu a Folha de S.Paulo.

    O senador pediu ao USTR que suspenda a aplicação de sobretaxas ao país.

    Voltando à base argumentativa do autor da matéria no Valor Econômico, Flávio Bolsonaro recorre ao governo trumpista na “média de uma por mês”.

    “Não há precedentes de tamanha ânsia por intervenção estrangeira em um processo político doméstico”, lacra o jornalista.



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