![“Lula só tá voltando porque esse governo [Bolsonaro] é muito ruim”, disse Moro em entrevista (vídeo)](https://i0.wp.com/urbsmagna.com/wp-content/uploads/2025/05/Bolsonaro-e-Moro-imagens-reproducao.jpg?resize=900%2C600&ssl=1)
Ex-presidente JAIR BOLSONARO e seu ex-ministro da Justiça SERGIO MORO | imagens reprodução X
Web resgata imagens do ex-ministro da Justiça citando “rachadinha” e interferência na Polícia Federal para proteger a família do ex-presidente – SAIBA MAIS
COMPARTILHE
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Canais de Notícias——-
➡️ UrbsMagna no Telegram
![]()
Brasília, 02 de maio de 2025
Em uma entrevista concedida em janeiro de 2022 ao Flow, podcast do qual também fazia parte o apresentador e youtuber Monark, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “só está voltando porque esse governo é muito ruim“.
As imagens (assista no final da matéria) da fala foram resgatadas pelo perfil no X @GuedinhoeFans. Contudo, o comentário do ex-juiz foi suave, em se considerando todo o contexto do qual o argumento foi originado.
O vídeo compartilhado pela conta na plataforma de microblog mostra Sergio Moro descendo a lenha em Bolsonaro e introduz cortes com algumas falas do ex-presidente para comprovar o que o ex-ministro estava dizendo no programa.
No trecho, que foi resgatado para as redes sociais na esteira das investigações da fraude bilionária com descontos nas pensões de aposentados, descoberta no INSS, que teve início no primeiro ano da gestão do ex-presidente, Moro inicia dizendo que o “pessoal [Bolsonaro] não quer que se combata a corrupção”.
“O presidente tem lá investigação… a família dele… rachadinha”, prosseguiu. “Ele tem medo também que a investigação chegue nele. E daí, ele chegou, a partir de determinado momento do mandato dele, e falou: “Olha, tem que enfraquecer o combate à corrupção“”, diz Moro.
Então o primeiro sinal foi esse. O governo trabalhou pra que o COAF fosse de volta para o Ministério da Economia“, afirmou sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – responsável por prevenir e combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa.
Uma série de mudanças na estrutura do órgão ocorreu durante o mandato de Jair Bolsonaro, com implicações políticas e investigativas. Em janeiro de 2019, o Coaf foi transferido do Ministério da Economia para o Ministério da Justiça (então comandado por Moro), sob a justificativa de fortalecer o combate à corrupção. Quatro meses depois, após pressão do Congresso, Bolsonaro anunciou a volta do Coaf à Economia, mas recuou dias depois, mantendo-o na Justiça. Em janeiro de 2020, o Coaf foi transferido definitivamente para o Banco Central, após a sanção da Lei 13.974/2020, que alterou sua estrutura e nome para Unidade de Inteligência Financeira (UIF).
Ao ser incorporado ao BC, o Coaf manteve suas funções de combate à lavagem de dinheiro e análise de transações suspeitas. A mudança foi justificada pelo governo como forma de garantir “autonomia técnica“, mas críticos argumentaram que poderia politizar o órgão.
Atualmente, é o presidente do Banco Central o responsável pela nomeação do chefe da UIF, que tem autonomia operacional. O órgão continua a produzir relatórios para autoridades como o Ministério Público e a Polícia Federal, mas sua atuação depende de autorização judicial desde uma decisão do STF em 2019, que suspendeu investigações baseadas em dados do Coaf sem aval prévio da Justiça. Isso beneficiou casos como o de Flávio Bolsonaro, paralisando temporariamente apurações. Hoje, a UIF opera com restrições legais, o que, segundo especialistas, pode retardar processos de combate a crimes financeiros.
No Flow podcast, Moro disse que a decisão do Supremo “beneficiou lá o filho do presidente” e “parou uma investigação”. Ele explicou que “o problema é que essa liminar parava todas as investigações de lavagem de dinheiro no país”, acrescentando que o presidente [Bolsonaro] não queria que a gente mexesse nisso”.
“O presidente me falou assim: “Moro, se você não vai ajudar, não atrapalha””, revelou o ex-ministro que, em seguida, argumentou com uma pergunta: “Por que hoje ninguém é preso por corrupção no país?”. Na sequência, o trecho da entrevista resgatada pela web recebe um corte com imagens de Bolsonaro, durante a polêmica reunião ministerial realizada no ano anterior, dizendo:
“Eu não vou esperar fuder a minha família toda, de sacanagem ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura… Vai trocar. Se não puder trocar, troca o chefe dele, se não pode trocar o chefe dele, troca o ministro. No dá pra trabalhar assim, fica difícil, por isso vou interferir”.
Em outro corte introduzido imediatamente após o anterior, desta vez de uma das famosas lives, o ex-presidente diz: “Eu não posso admitir é ser chantageado, entendeu, Sérgio Moro?”
Moro prossegue afirmando que “não existe isso: o país tá mal e o presente é bom. O país está mal porque o presente é ruim. Então tá na conta dele. Tá na conta do Bolsonaro o desemprego, a inflação, a demora nas vacinas, e essa atitude dele maluca de ser contra a vacina, de ser a favor da COVID. Sei lá, não dá pra entender isso. Tá na conta dele o desmantelamento da corrupção e tá na conta dele o Lula. O Lula só tá voltando porque esse governo é muito ruim”.
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
Com vocês Sérgio Moro. Desfrutem. 🙂 pic.twitter.com/S7i69bAkG6
— Guedinho e seus Fãs (@GuedinhoeFans) May 2, 2025












