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Lula: “Só perco para mim mesmo” – Presidente confirma candidatura à reeleição em 2026, diz site

    Lula: “Só perco para mim mesmo” – Presidente confirma candidatura à reeleição em 2026, diz site


    PRESIDENTE LULA durante evento no Rio de Janeiro |20.5.2025| Imagem reprodução


    Na era democrática, Lula lidera em tempo de mandato, com mais de 10 anos no poder, podendo chegar a 16 anos, caso vença o próximo pleito presidencial – SAIBA MAIS

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    Brasília, 21 de maio de 2025

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou sua intenção de concorrer à reeleição em 2026, buscando um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, segundo informação publicada pela coluna de Paulo Cappelli no jornal Metrópoles.

    Segundo o texto, em reunião recente com dirigentes da cúpula do PT, Lula, de 79 anos, declarou: “Vou disputar 2026. E só perco essa eleição para mim mesmo”, descartando seguir o exemplo do ex-presidente argentino Alberto Fernández, que abriu mão de concorrer a um segundo mandato.

    Contexto Político e Movimentações

    A decisão de Lula ocorre em meio a especulações no Congresso Nacional, onde parlamentares de centro e direita questionam sua viabilidade eleitoral devido à idade e ao cenário político desafiador.

    Apesar disso, Lula minimiza pesquisas que indicam desgaste de seu governo, com 52% dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest de dezembro de 2024, acreditando que ele não deveria se candidatar, contra 45% que apoiam sua reeleição.

    Um levantamento do Ipec, de fevereiro, reforça a resistência, com 62% dos entrevistados contrários à candidatura.

    Lula também está imerso nas eleições internas do PT, apoiando a candidatura de Edinho Silva à presidência do partido, sinalizando a necessidade de reformulação da legenda para manter seu protagonismo político antes de 2026.

    No entanto, sua decisão não é unânime dentro do próprio governo.

    Durante uma reunião ministerial em janeiro, na Granja do Torto, o estadista afirmou que sua candidatura dependeria de sua saúde, dizendo: “Deus no comando”, conforme reportou, na ocasião, a CNN Brasil.

    Ele mencionou incidentes como um problema técnico em seu avião no México e uma cirurgia de emergência após uma queda doméstica em 2024, que resultou em um hematoma intracraniano.

    Estratégias e Alianças

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    No campo político, Lula busca fortalecer alianças para 2026.

    O PSD, liderado por Gilberto Kassab, condiciona seu apoio à reeleição à escolha de Antônio Brito para a presidência da Câmara dos Deputados.

    Já o Republicanos, sob comando de Marcos Pereira, descarta apoiar Lula devido à desconexão com evangélicos, mesmo com a possibilidade de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou mais espaço na Esplanada dos Ministérios.

    A oposição, por sua vez, acredita que Lula só abriria mão da candidatura em caso de problemas graves de saúde, conforme aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro relataram.

    Bolsonaro, inelegível até 2030, tenta articular uma frente conservadora com nomes como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR).

    Declarações e Perspectivas

    Em entrevista à Rádio Clube do Pará, em fevereiro, Lula reforçou que só disputará a eleição se estiver com “100% de saúde”, destacando sua recuperação após a cirurgia na cabeça, após uma queda no banheiro do Palácio do Alvorada.

    Ele afirmou: “Se eu estiver legal e achar que posso ser candidato, posso ser candidato, mas não é a minha prioridade agora, quero governar 2025”.

    Realizações de Lula ao longo de três mandatos

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003–2010, 2023–presente) é marcado por uma série de realizações em diferentes áreas, como economia, políticas sociais, infraestrutura e política externa.

    1. Políticas Sociais

    Bolsa Família: Criado em 2003, o programa unificou e ampliou benefícios sociais, reduzindo a pobreza extrema em cerca de 36% até 2010 (IBGE). Em 2023, foi reformulado, ampliando valores e cobertura, beneficiando cerca de 21 milhões de famílias.

    Fome Zero: Iniciativa de 2003 que combinou políticas de transferência de renda, agricultura familiar e merenda escolar, contribuindo para tirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU em 2014.

    Minha Casa, Minha Vida: Lançado em 2009, financiou moradias populares, entregando cerca de 4 milhões de unidades até 2010. Em 2023, o programa foi retomado, e em 2025 foi anunciada a Faixa 4, com financiamentos de até R$ 500 mil para famílias com renda até R$ 12 mil, visando 240 mil unidades até 2026.

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    Educação: Expansão do ensino superior com o Prouni (2004) e Reuni, criando 18 novas universidades federais e 173 campi até 2010. Em 2023–2025, o programa Saúde na Escola foi relançado para atender crianças e adolescentes.

    Saúde: Ampliação do SUS com programas como Farmácia Popular (2004) e Mais Médicos (2013). Em 2025, Lula anunciou melhorias no acesso a especialistas e exames, como ressonâncias e tomografias, para reduzir filas de até um ano.

    2. Economia

    Crescimento econômico: Entre 2003 e 2010, o PIB cresceu em média 4% ao ano, impulsionado por exportações e consumo interno (IBGE). Em 2023–2024, o PIB cresceu 2,9%, e a taxa de desemprego caiu para 6,4%.

    Salário mínimo: Aumento real de cerca de 74% entre 2003 e 2010, ajustado acima da inflação. Em 2023–2025, novos aumentos reais foram implementados, com isenção de imposto de renda para até dois salários mínimos.

    Auxílio emergencial: Durante a pandemia (2020, sob pressão do Congresso), e em 2023, o governo ampliou benefícios emergenciais para apoiar a população de baixa renda.

    Nova Indústria Brasil: Lançado em 2023, o programa incentiva a reindustrialização. Um exemplo é a expansão da fábrica da Novo Nordisk em Montes Claros (MG), anunciada em 2025, gerando 600 empregos e fortalecendo o fornecimento de insulina ao SUS.

    3. Infraestrutura e Desenvolvimento

    PAC (Programa de Aceleração do Crescimento): Lançado em 2007, investiu bilhões em infraestrutura, como estradas, portos e energia. Relançado em 2023, o Novo PAC prioriza obras sustentáveis e mobilidade urbana.

    Pré-Sal: Exploração do petróleo na camada pré-sal, iniciada em 2007, fortaleceu a Petrobras e gerou recursos para o Fundo Social, usado em programas como Minha Casa, Minha Vida em 2025.

    Energia: Expansão de hidrelétricas (como Belo Monte) e fontes renováveis. Em 2023–2025, o governo investiu em energia limpa, alinhando-se a metas climáticas.

    4. Política Externa

    Protagonismo global: Entre 2003 e 2010, Lula elevou o Brasil a um ator relevante no G20, BRICS e ONU. Em 2025, participou de cúpulas como a da CELAC em Honduras e eventos no Japão, promovendo os 130 anos de relações diplomáticas BrasilJapão e convidando o país para a COP30.

    COP30: Lula posicionou o Brasil como líder na agenda climática, com Belém escolhida para sediar o evento em 2025.

    5. Outros Feitos Relevantes

    Combate à desigualdade: Redução do índice de Gini (medida de desigualdade) de 0,58 em 2002 para 0,52 em 2010 (IBGE). Em 2023–2025, programas como Bolsa Família e investimentos no SUS reforçaram essa tendência.

    Vacinação: Em 2025, Lula lançou a campanha nacional de imunização contra a gripe, com meta de 90% de cobertura para grupos prioritários, como idosos.

    Combate à desinformação: Estratégias para conter fake news, com maior protagonismo do governo na narrativa pública, foram destacadas em 2025.

    Desafios e Críticas

    Apesar do crescimento, a dívida pública aumentou, e a alta da Selic em 2025 é um desafio para financiamentos.

    A gestão Lula enfrenta forte oposição, especialmente de setores conservadores, o que gera debates intensos.

    Mesmo assim, os feitos de Lula destacam-se em inclusão social, crescimento econômico, saúde e projeção internacional.

    Lula lidera em tempo de mandato, com mais de 10 anos, podendo chegar a 16

    Os presidentes recordistas de tempo na Presidência do Brasil são Lula e Getúlio Vargas. Este último teve mandatos de 1930 a 1945 (15 anos, como presidente provisório, ditador no Estado Novo e eleito) e de 1951–1954 (3 anos e 7 meses, até seu suicídio), dom a duração total de aproximadamente 18 anos e 7 meses.

    Luiz Inácio Lula da Silva governou de 2003 a 2010, durante 8 anos, correspondentes a dois mandatos completos. Foi eleito em 2023 e governa até o presente (21 de maio de 2025), tendo acumulado cerca de 2 anos e 4 meses em sua terceira gestão.

    No total, Lula está no poder há aproximadamente 10 anos e 4 meses, podendo chegar a 12 anos se completar o mandato atual até 2026.

    Lula é o presidente eleito com mais tempo no cargo na história democrática. Seu terceiro mandato o coloca entre os mais longevos.

    Fernando Henrique Cardoso (1995–2002) governou por 8 anos, referentes a dois mandatos completos, tendo sido o primeiro presidente a cumprir dois mandatos consecutivos completos após a reeleição ser aprovada na Constituição de 1988.

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    Dilma Rousseff governou de 2011 a 2016, durante 5 anos e 7 meses, tendo sido arrancada do governo por meio de um golpe disfarçado de impeachment. A hoje presidenta do NDB ( New Developement Bank – Novo Banco de Desenvolvimento) dos BRICS foi a primeira mulher presidente do Brasil.

    Jair Bolsonaro governou no período de 2019 a 2022, por um mandato quase completo, que foi abandonado a dois dias do final, quando viajou para os EUA, para não passar a faixa presidencial a Lula.

    O ex-presidente, hoje réu no STF (Supremo Tribunal Federal) e inelegível até 2030, foi o primeiro chefe de Executivo Federal a não conseguir se reeleger para o cargo.

    Observações:

    Desde 1889, apenas presidentes eleitos ou que assumiram por sucessão constitucional são considerados aqui. Ditadores ou presidentes provisórios de períodos instáveis (como na Revolução de 1930) podem inflar o tempo de Vargas, mas ele segue como líder.

    Juscelino Kubitschek (1956–1961, 5 anos) e João Figueiredo (1979–1985, 6 anos) também tiveram mandatos longos, mas não entram no topo.

    Presidentes da Ditadura Militar (1964–1985), como Humberto Castelo Branco ou Ernesto Geisel, tiveram mandatos de cerca de 5 anos, mas nenhum ultrapassa Vargas ou Lula.

    Antes da Constituição de 1988, mandatos tinham durações variáveis (de 4 a 6 anos). Após 1988, o padrão é de 4 anos, com possibilidade de reeleição por mais 4.

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