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Lula e príncipe herdeiro de Abu Dhabi reforçam cooperação em investimentos e clima no contexto da Cúpula do BRICS

    Em encontro bilateral, Brasil busca atrair investimentos dos Emirados Árabes Unidos e destaca compromissos climáticos para a COP-30

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    Príncipe herdeiro de Abu Dhabi Xeique Khaled bin Monhamed bin Zayed al Nahyan e o Presidente Lula durante contexto da Cúpula de Líderes do BRICS, no Rio de Janeiro |5.7.2025| Foto de Ricardo Stuckert


    RESUMO <<Em reunião na Cúpula do BRICS 2025, o presidente Lula discutiu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, investimentos em setores como energias renováveis, mineração e comunicações, além do Acordo de Comércio MERCOSUL-EAU. Ambos reforçaram a necessidade de ações contra a crise climática, com apoio dos Emirados à COP-30 em Belém>>


    Rio de Janeiro, 06 de julho de 2025

    O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu em encontro bilateral com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, realizada no contexto da 17ª Cúpula de Líderes do BRICS, neste sábado (5/jul), no Rio de Janeiro.

    A reunião, que ocorreu na tarde do mesmo dia, reforçou a parceria estratégica entre Brasil e Emirados Árabes Unidos (EAU), com foco em investimentos, comércio e ações conjuntas para enfrentar a crise climática global.

    A Cúpula do BRICS, nos dias 6 e 7 de julho de 2025, reúne líderes de nações emergentes, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com a participação de novos membros como os Emirados Árabes Unidos, que ingressaram no bloco em agosto de 2023, durante a 15ª Cúpula em Joanesburgo.

    Sob a presidência brasileira, o tema do evento é “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança Mais Inclusiva e Sustentável”, com prioridades como saúde global, comércio, investimento, mudanças climáticas e governança em inteligência artificial.

    Investimentos e Setores Estratégicos

    Durante a reunião, Lula destacou o interesse do Brasil em atrair investimentos diretos estrangeiros (IDEs) dos Emirados, especialmente em setores estratégicos como energias renováveis, mineração, petroquímico, comunicações satelitais, cabos submarinos e manufaturas.

    O Brasil, com uma matriz energética considerada uma das mais limpas do mundo, busca parcerias para expandir sua capacidade em energia eólica, solar e hidrogênio verde, especialmente no Nordeste.

    Projetos como o da Refinaria Mataribe, no estado da Bahia, que envolve investimentos de até US$ 2,5 bilhões em biodiesel, exemplificam o potencial de cooperação entre os dois países.

    Além disso, Lula enfatizou a importância de ampliar a cooperação financeira entre Brasil e EAU, mencionando oportunidades em tecnologias digitais, como inteligência artificial e modelos de linguagem computacional.

    Essa abordagem reflete a visão de ambos os países de promover desenvolvimento sustentável e inovação, alinhados com os objetivos do BRICS.

    Acordo de Comércio MERCOSUL-EAU

    Um dos pontos centrais da discussão foi o compromisso do Brasil, durante sua presidência do MERCOSUL, de concluir até o final de 2025 o Acordo de Comércio com os Emirados Árabes Unidos.

    O MERCOSUL, bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia (suspensa temporariamente), busca fortalecer laços comerciais com o EAU, que atua como uma porta de entrada para mercados no Oriente Médio e Ásia.

    Esse acordo é visto como estratégico para aumentar o comércio bilateral, que já tem mostrado crescimento, com os EAU investindo em setores como petroquímica, transporte e defesa no Brasil.

    Compromisso com a Crise Climática e a COP-30No contexto da crise climática, Lula e Sheikh Khaled reconheceram a urgência de maior ambição na redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O Brasil, que sediará a COP-30 em Belém do Pará em 2025, recebeu o apoio explícito dos Emirados para o evento.

    A COP-30 será um marco para discutir avanços nas metas do Acordo de Paris, com foco na transição energética e na proteção da Amazônia, uma prioridade do governo Lula.

    Sheikh Khaled destacou o compromisso dos EAU com a sustentabilidade, reforçando a parceria com o Brasil em iniciativas climáticas, como já demonstrado durante a COP-28, realizada em Dubai em 2023.

    Relações Brasil-EAU: Uma Parceria de Longa Data

    A relação entre Brasil e Emirados Árabes Unidos tem se fortalecido ao longo das últimas décadas, marcada por visitas oficiais e acordos bilaterais.

    Em abril de 2023, Lula visitou os EAU, onde se encontrou com o presidente Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, pai de Sheikh Khaled, para discutir investimentos e cooperação em áreas como energia, tecnologia e segurança alimentar.

    Durante essa visita, foi assinado um memorando de entendimento para o projeto Macaúba, voltado à produção de biodiesel na Bahia.

    Os EAU, uma federação de sete emirados liderada por Abu Dhabi, são conhecidos por sua economia diversificada, com forte presença em petróleo, tecnologia e energias renováveis. Sob a liderança de Sheikh Mohamed bin Zayed e seu filho, Sheikh Khaled, o país tem buscado parcerias globais para promover o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável, valores compartilhados com o Brasil no âmbito do BRICS e do G20.

    Sheikh Khaled e o Papel dos EAU no BRICS

    Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, lidera a delegação dos EAU na Cúpula do BRICS, representando o presidente Sheikh Mohamed. Sua participação reflete o compromisso dos Emirados com a cooperação multilateral e o fortalecimento do Sul Global.

    A entrada dos EAU no BRICS em 2023 marcou um passo estratégico para ampliar sua influência em plataformas que representam cerca de 45% da população mundial e 29% do PIB global.

    Perspectivas Futuras

    O encontro entre Lula e Sheikh Khaled reforça a posição do Brasil como um destino atraente para investimentos estrangeiros e um líder em questões climáticas no cenário global.

    A conclusão do Acordo de Comércio MERCOSUL-EAU e a cooperação para a COP-30 são passos concretos para aprofundar os laços bilaterais.

    Além disso, a parceria em tecnologias emergentes, como inteligência artificial, sinaliza um futuro promissor para a colaboração entre os dois países.


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