A explicação do advogado e ex-ministro da Casa Civil é a de que “o governo está vivendo um momento excelente” e que “o ano de 2025 vai ser de crescimento econômico e estabilidade política” – SAIBA MAIS
Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada neste domingo no jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), afirmou que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será reeleito em 2026, pois “essa é a tendência” para a próxima disputa ao Palácio do Planalto.
Segundo o advogado, um dos motivos é que “o governo está vivendo um momento excelente” e que “o ano de 2025 vai ser de crescimento econômico e estabilidade política“.
O ex-líder estudantil na ditadura argumentava à jornalista que a esquerda no Brasil “tem muita força“. Dirceu estima que os brasileiros que se caracterizam pelo espectro político representam “pelo menos 30%” do eleitorado: “É muito para a conjuntura atual, em que a sociedade brasileira é hegemonizada pelo agro e pelo capital financeiro“, opina.
Ao ser questionado pela colunista sobre o tamanho da esquerda, Dirceu explicou que “a classe trabalhadora no Brasil passou por reforma da Previdência, trabalhista, sindical, de automação, robotização, precarização, home office, aplicativo. Diminuiu de tamanho. Mas tem muito peso ainda“.
“Nós temos que entender isso, e entender as novas linguagens. Ao contrário da direita e do [candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo] Marçal, seguimos atrasados na linguagem digital das redes“. O ex-ministro expressou sua opinião sobre o ex-coach na política, em trecho anterior da mesma entrevista.
Bergamo diz que “a esquerda hoje parece acuada ao discutir temas que antes eram primordiais em sua agenda” e pede a opinião de Dirceu, que diz que “nós perdemos um pouco o norte, o núcleo do nosso pensamento, que é o de uma sociedade solidária, com igualdade, com justiça“.
Sobre sua resposta à jornalista, ele cita “dois exemplos: na votação sobre a ressocialização dos presos, que ficou conhecida como saidinha, e na votação sobre a isenção fiscal para as igrejas, as esquerdas recuaram. Iam votar a favor. Não pode! Que perca. Mas vamos debater na sociedade. Nós temos que ter a capacidade de enfrentar a direita nessas questões“, afirmou.
Segundo o ex-ministro, “no caso da isenção de impostos para as igrejas, foi pior. Elas perceberam que isso levaria a Receita Federal para dentro de seus caixas. E recuaram. E nós nos manifestamos a favor de algo que nem eles queriam. Olha o ridículo que nós passamos!“
Na sequência, a colunista da Folha pergunta a Dirceu se Lula “vai ser de novo candidato a presidente” e o ex-ministro responde naturalmente que o estadista “é o candidato“. E que “a tendência é que se reeleja“.
A explicação de Dirceu para uma quarta gestão Lula é a de que “o governo está vivendo um momento excelente. Se houver uma solução pactuada para as eleições das presidências da Câmara e do Senado, o ano de 2025 vai ser de crescimento econômico e estabilidade política, com a possibilidade de aprovação de uma agenda que ajudará no crescimento“, explica.
“Com isso, o Brasil poderá cuidar do que é importante: a transição energética, ecológica, a nova indústria do país. As duas grandes bandeiras para o PT a partir de agora devem ser a reforma do sistema político, para o fortalecimento dos partidos, e a formação de uma maioria parlamentar que apoie o nosso programa de governo“, pontua Dirceu.
