“Margem para o presidente virar o jogo é muito reduzida, aritmeticamente insuficiente, e ele precisa tirar votos” de Lula, escreve a jornalista
O ex-presidente “LULA segue favorito” e o presidente Jair “Bolsonaro não tem pra onde correr“. A “margem para o presidente virar o jogo é muito reduzida, aritmeticamente insuficiente, e ele precisa tirar votos do petista“. Com o desespero da derrota, o ocupante do Palácio do Planalto deixa “uma bomba fiscal para 2023“, escreve Eliane Cantanhêde, no Estadão.
“Bolsonaro oscila, mas não dispara, não despenca“, enquanto LULA mantém “sólidos 49% de intenção de votos nas três pesquisas Datafolha do 2.º turno“.
Apesar da animação da campanha bolsonarista com “ventos” que “empurraram o presidente Jair Bolsonaro para a frente em todas as regiões (…), sobram apenas 4% de brancos/nulos e 1% de indecisos, o menor índice já registrado nas eleições”, escreve a jornalista
Bolsonaro despejou “R$ 41 bilhões do dinheiro público para comprar votos” e segue impune, após anunciar “o 13.º do Auxílio Brasil para mulheres“, o “empréstimo consignado para famintos” e, agora, a “antecipação também do auxílio para caminhoneiros e taxistas“.
“Não é mais só o Planalto, mas o Estado brasileiro a serviço de um candidato, desvirtuando a igualdade de condições e a compostura republicana. Governo e bancos públicos servem como comitês de campanha e instrumentos de coação, deixando uma bomba fiscal para 2023. Algo nunca visto“.
Mas, “Bolsonaro só oscilou um ponto para cima nos votos válidos e os ventos favoráveis vêm dos segmentos: tem 40% entre quem recebe Auxílio Brasil e uns pontinhos a mais na espontânea, entre homens e os que ganham mais. Não afeta o favoritismo de Lula, mas produz medo, que se propaga rápido e inverte a percepção de quem é, de fato, mais forte. Muitos eleitores votam no “mais forte”“.
“Assim como não deslancha com a máquina e as ameaças, Bolsonaro tem incrível resiliência depois de Círio de Nazaré, Aparecida, “nordestinos analfabetos”, “pintou um clima”. Lula estacionou em possantes 49% e tempestades perfeitas acontecem, mas não estão no horizonte. Tudo depende do Sudeste (particularmente de Minas), do debate da TV Globo dois dias antes da eleição e… de bombas armadas na surdina“.
