O Presidente da República, o ministro da Fazenda e equipe econômica conversam sobre propostas fiscais para o cumprimento de um novo arcabouço fiscal, em meio a desconfianças do mercado, que segundo Reinaldo Azevedo tem um presidente do BC treinado: “os progressistas precisam decifrar o mundo que aí está ou serão devorados“, diz
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebe nesta quarta-feira (3/7) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e sua equipe econômica para conversas sobre propostas fiscais para o cumprimento de um novo arcabouço fiscal para 2024, 2025 e 2026.
Enquanto o dólar dispara, atingindo os maiores valores em dois anos e meio, o governo busca formas de cortar gastos públicos para garantir equilíbrio fiscal e Lula tem confrontado o mercado, que quer ações mais claras.
Para a Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR), após “mais um dia de ataque especulativo ao Real“, o Banco Central “segue de braços cruzados, sem fazer as operações de compra e swap necessárias nesse momento“.
Ela chamou seu presidente e comitê monetário de “irresponsáveis” e disse ainda que “o bolsonarista Campos Neto deve estar é aplaudindo o ataque que ele mesmo desencadeou, falando o que não podia sobre questões ficais“, enquanto “a moda na mídia é botar a culpa nas falas do Lula“.
Já o jornalista Reinaldo Azevedo diz que o presidente do Banco Central é treinado e que “os progressistas precisam decifrar o mundo que aí está ou serão devorados pela extrema-direita“. O Brasil e todo o mundo democrático caminha “nos círculos do inferno da ascensão da extrema-direita e da crise das democracias“.
Em outra matéria, sempre dissertativa, Azevedo disse: “Campos Neto, estou convencido, é mais treinado do que imaginamos. A despeito de seu ar e tom meio entediados — como quem está a refletir sobre coisas mais profundos do que os humanos como nós conseguimos alcançar —, tem uma inteligência que parece burilada por serviço de Inteligência Militar. Sabe atuar da coleta à disseminação de dados. Ou “não dados”.
Diante da eventual suspeita de proximidade indevida com a oposição e com os conservadores, só lhe caberia, como presidente do BC, negá-la. Em vez disso, ele confirma a suspeita e estabelece uma simetria com seu sucessor, só que, nesse caso, a intimidade se daria à esquerda. Num raciocínio cínico, diz que ambos são, pois, autônomos“.
