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Lula: “Se eu pudesse usar Raul Seixas eu diria que o BRICS é uma Metamorfose Ambulante”

    O estadista respondeu a questionamento da jornalista sobre os países que podem compor o bloco, quando fez a comparação inusitada, mas precisa – entenda o contexto

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    O Presidente Lula responde a questionamento de jornalista sobre os países que podem compor o bloco BRICS |7.7.2025| Imagem reprodução | Raul Seixas em entrevista a Pedro Bial, em 1983 | Imagem reprodução


    RESUMO << Em entrevista pós-Cúpula do BRICS, o presidente Lula comparou o bloco à “metamorfose ambulante” de Raul Seixas, destacando seu caráter em evolução e a rejeição a dogmas geopolíticos. Criticou a dominância de países ricos em instituições multilaterais e enfatizou a construção de um BRICS democrático e aberto a novos membros, como China, Índia e África do Sul, com processos inclusivos de adesão. A fala ecoou a letra da música de Seixas, defendendo transformação contra velhas estruturas de poder>>


    Brasília, 07 de julho de 2025

    Durante fala com a imprensa após o encerramento da Cúpula do BRICS, o Presidente Lula foi questionado por uma jornalista sobre a importância da América Latina no bloco, com o Brasil como representante após a rejeição da Argentina e o veto à Venezuela.

    Ela também perguntou quais seriam os próximos passos para a ampliação do bloco e a possibilidade de outros mecanismos, como o foro empresarial das mulheres e o Foro Civil.

    Olha, o BRICS… Se eu pudesse utilizar o Raul Seixas. Eu poderia dizer para vocês que é uma metamorfose ambulante”, afirmou o estadista. “Não é aquela coisa que já está pronta. O BRICS é uma criança em crescimento“.

    Na música Metamorfose Ambulante, de autoria de Raul Seixas e do escritor Paulo Coelho, a crítica é quanto a rigidez de pensamento e há uma defesa clara sobre a liberdade de se transformar.

    Raul Seixas, que faleceu em 1989, demonstrava recusa a rótulos quando expressava: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

    Com a letra, o artista ironizava o apego a verdades absolutas e rejeição a mudanças, afirmando que a vida é feita de contradições. Ou, no contexto de Lula, a vida é uma democracia que coexiste com uma geopolítica multilateralista.

    A letra celebra a fluidez das ideias e a recusa em se prender a dogmas. Por isso, o Presidente afirmou que “nós estamos aprendendo. Não tentando repetir os erros dos outros. Estamos tentando fazer algo novo“.

    Segundo o anfitrião da Cúpula, “a geopolítica estava determinada por meia dúzia de países considerados ricos

    Lula disse ainda que “os países ricos tomaram conta das instituições multilaterais e nós ficamos quase que na borda, vivendo de favores“.

    O que nós queremos é construir um Brics em que a relação seja justa, em que todos participem da decisão (…) tomada da forma mais democrática possível“, disse.

    O chefe do Executivo federal expressou sua convicção de que “algo novo e original” foi criado com o BRICS. “Surgiu de nós mesmos, de forma ascendente“.

    E temos a sorte de ter países importantes como a China, como a Índia, como a Indonésia, como o Brasil, como a África do Sul. Ah e outros vão entrando“, afirmou.

    Nós não temos porteira fechada. Quem quiser entrar, diz que quer entrar. Nós vamos avaliar. Na hora que a gente avalia, a gente faz o convite”.




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