Segundo o deputado estadual gaúcho petista, Eduardo Bolsonaro “se vendia como único interlocutor” das negociações do Brasil com os EUA, “mas foi Trump que ligou para o LULA“
Brasília, 11 de outubro de 2025
O deputado estadual Leonel Radde (PT-RS), em declaração ao Jornal da Fórum, desmontou as apostas fanáticas de bolsonaristas que vinculavam as tarifas americanas diretamente à suposta “libertação” de Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eles fizeram apostas que, se não fosse a fanatização desse grupo, não tem como sustentar”, afirmou Radde, destacando como a iniciativa de Trump – e não de Lula – na ligação refuta narrativas de Eduardo Bolsonaro, que se autoproclamava o “único interlocutor” viável.
Fontes como o g1 e a BBC News Brasil corroboram o tom amistoso, com Trump elogiando Lula como “bom homem” e prevendo negócios bilaterais robustos, enquanto o Planalto, via site oficial, enfatiza a restauração de laços entre as “duas maiores democracias ocidentais”.
Essa reaproximação não ignora as sombras da extrema-direita americana, que, sob Trump, busca um Brasil subalterno, distante dos BRICS e alinhado a interesses unilaterais dos EUA, como alerta Radde: “Não podemos menosprezar as estratégias fascistas que querem um Brasil sem soberania”.
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No entanto, Lula emergiu fortalecido, forçando o diálogo e pavimentando o caminho para revisões tarifárias, conforme reportado pela CNN Brasil e pela Agência Brasil.
Com o superávit comercial americano em relação ao Brasil como trunfo, essa dinâmica pode redefinir o tabuleiro geopolítico sul-americano – uma notícia que merece ecoar nas redes para debater soberania e pragmatismo em tempos de polarização global.
Radde se referiu à ligação de 30 minutos iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro, relembrando a “boa química” da Assembleia Geral da ONU em Nova York.
Diferente das expectativas de isolamento promovidas por aliados de Jair Bolsonaro, a conversa – descrita por ambos como “muito boa” e “extraordinariamente positiva” – focou em economia e comércio, com Lula solicitando o fim da sobretaxa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros, medida retaliatória ligada ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o chanceler Mauro Vieira acompanharam o diálogo, que resultou na troca de números pessoais para comunicação direta, sinalizando uma ponte para negociações futuras, possivelmente na Cúpula da Asean, na Malásia, ou na COP30, em Belém.








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