Em evento de inauguração de mais de 100 obras, Lula destacou a revolução na educação, ressaltou avanços irreversíveis no acesso ao ensino superior e conectividade escolar, criticou a desinformação bolsonarista, convocou mobilização para defender conquistas e e anunciou novo ministro – ASSISTA
Brasília (DF) · 30 de março de 2026
Em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30/mar) no Ministério da Educação, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do anúncio da inauguração de 107 obras executadas em todo o país, entre creches, escolas de tempo integral, campi de institutos federais, universidades e hospitais universitários.
O evento celebrou ainda o marco de mais de 99 mil escolas públicas que já contam com internet de qualidade.
Ao discursar, Lula refletiu sobre a importância de comunicar claramente as conquistas na educação brasileira.
“Se nós não tivermos capacidade de sair daqui com as informações que nós recebemos e fazer o debate que a sociedade precisa fazer, a gente poderá permitir que os mentirosos de sempre induzam a sociedade a uma mentira”, afirmou.
Ele comparou o excesso de informações na internet a um buffet farto em restaurante chique, onde a fome leva a escolhas apressadas.
O presidente lembrou sua trajetória como metalúrgico e a preocupação histórica com a compreensão dos trabalhadores.
“Esse é um orgulho que eu tenho porque eu carrego na minha cabeça uma lição de vida: os nossos pés, a nossa cabeça pensa aonde os nossos pés pisam”, disse.
Lula referiu-se a si como “semianalfabeto metalúrgico” que avançou políticas educacionais inéditas.
Entre os avanços citados, Lula mencionou o PROUNI como “a grande revolução na educação desse país”, por ter aberto o ensino superior a jovens da periferia.
Citou ainda a expansão dos institutos federais, o FIES e a meta de chegar a 100% de escolas conectadas.
Ele propôs comparar o cenário atual com o período anterior a 2003 e com o governo que antecedeu seu retorno.
Camilo Santana, ministro da educação que deixa o cargo para disputar eleições, recebeu elogios pela gestão, especialmente pelos índices alcançados no Ceará.
Lula anunciou então Leonardo Barchini — atual secretário-executivo do MEC — como novo ministro.
“Agora não é hora de inventar nada de novo, agora é a hora de entregar”, justificou.
O mandatário defendeu a educação como investimento estratégico para a soberania nacional.
“Quanto mais a gente investir, mais esse país será soberano para não permitir que ninguém, absolutamente ninguém, meta o bedelho nesse país”.
Citou iniciativas como a finalização da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) e a universidade africana em Redenção (CE), como forma de reparação histórica.
Lula criticou o retrocesso pós-impeachment de Dilma Rousseff e conclamou reitores, deputados, senadores e educadores presentes a se tornarem divulgadores das realizações.
“Nós precisamos utilizar [o celular] pro bem”, disse, contrastando com o uso para “fuxico”.
Ele defendeu alfabetização precoce, interação professor-aluno e o prazer de ir à escola, citando experiências do Ceará e Piauí.
O discurso reforçou a visão de que avanços na educação — de creches a universidades — são irreversíveis quando ancorados em políticas inclusivas e democráticas de acesso.
O presidente Lula afirmou que pretende utilizar o programa de conectividade nas escolas para promover uma educação que forme seres humanos mais inteligentes, amorosos e harmoniosos.
No final da fala, ele destacou que os altos índices de feminicídio no Brasil são um reflexo do fracasso em educar os homens, descrevendo o comportamento violento e possessivo como algo que precisa ser combatido desde a infância.
Lula enfatizou a necessidade de ensinar aos meninos, dentro do ambiente escolar, que eles não são superiores às mulheres nem donos delas.
Para o presidente, garantir a formação de uma nova geração baseada no respeito e na igualdade de gênero seria a maior realização de seu mandato, afirmando que, se isso for alcançado, “a presidência terá valido a pena”.
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