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Lula é pressionado pelo STF para indicar nome de peso na vaga de Barroso a fim de evitar crise na Corte

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    Luís Roberto Barroso
    Luís Roberto Barroso canta ao lado do sertanejo Léo Chaves no aniversário do presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) |23.4.2025| * Lula em reunião com ministros do STF |09.11.2022| Foto: Nelson Jr./SCO/STF


    Encontro sigiloso revela tensão entre Planalto e Judiciário em busca de equilíbrio institucional após saída do ministro por razões pessoais, antecipada em 12 anos – ENTENDA



    Brasília, 15 de outubro de 2025

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na noite de terça-feira (14/out) com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Palácio da Alvorada, em Brasília, para debater o perfil do substituto do ministro Luís Roberto Barroso, cuja aposentadoria antecipada, anunciada na semana anterior, abre a terceira vaga na Corte durante o mandato petista.

    O encontro, solicitado pelos próprios magistrados, reuniu pesos-pesados como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em um clima de urgência para evitar debilitamento institucional em tempos de polarização acentuada.

    De acordo com relatos compilados de diversas fontes, os ministros alertaram Lula sobre os riscos de uma indicação fraca, que poderia expor fissuras no STF e intensificar críticas à interferência executiva.

    Essas fontes não citaram nomes de ministros da Corte indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, nem o de Luiz Fux, que tem demonstrado alinhamento às pautas de aliados do condenado por tentativa de golpe de Estado.

    O Presidente Lula, recém-chegado de viagem à Itália, prioriza critérios de confiança pessoal – padrão adotado nas nomeações de Zanin e Dino –, e vê como favorito o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, jurista evangélico e frequentador da Igreja Batista, cuja expertise em defesas governamentais no STF e laços com o segmento religioso fortalecem a aproximação do Planalto com evangélicos.

    No entanto, Gilmar Mendes, apoiado por Moraes e Dino, defende o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), figura de peso político que poderia consolidar alianças no Congresso fragmentado.

    Lula, porém, resiste: planeja lançar Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, visando um palanque robusto no segundo maior colégio eleitoral do país.

    Outros nomes na mesa incluem o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e há pressão por uma indicação feminina, alinhada à bandeira de igualdade de Lula, embora assessores minimizem o gênero como fator decisivo.

    Antes do jantar com os ministros, o presidente teria se reunido com um cotado à vaga, segundo o Metrópoles, intensificando especulações em um cenário de disputas internas no campo progressista.

    Aliados recomendam anúncio ainda em 2025 para evitar guerras internas e agilizar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, seguida de votação no plenário – etapas que testarão o capital político de Lula em um Legislativo volátil.

    A saída de Barroso, aos 70 anos e antes do limite de 75, motivada por razões pessoais e desejo de novas contribuições, ocorre em momento delicado: o STF julga pautas sensíveis sobre democracia, direitos fundamentais e reformas constitucionais, com a Corte sob escrutínio constante.

    Essa é a terceira indicação de Lula ao Supremo em seu atual mandato, somando-se a 11 ao longo de seus três governos, e pode redefinir o equilíbrio de forças na instituição.

    O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que o anúncio virá em breve, após conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartando pressa eleitoral, mas admitindo a necessidade de rapidez para blindar o processo de interferências oposicionistas.

    Essa articulação entre Executivo e Judiciário, longe de ser inédita, ganha contornos estratégicos em 2025, ano judiciário marcado por tensões orçamentárias e costuras para o pleito de 2026.

    A decisão final de Lula não só moldará o futuro do STF, mas sinalizará prioridades como equilíbrio fiscal, aproximação religiosa e consolidação de bases eleitorais, em um tabuleiro político onde cada jogada pode alterar o rumo das instituições brasileiras.



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