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O reset do Brasil: como Lula reconstruiu o País do “zero” e virou a página em apenas 3 anos

    Presidente fala sobre estado catastrófico em que o Brasil foi encontrado em 2023, detalhando a épica batalha para garantir conquistas sociais e a plenitude democrática contra todas as expectativas

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    Presidente Lula
    Presidente Lula durante reunião do Conselho de Participação Social |16.12.2025| Imagem reprodução/CanalGov


    Brasília, 17 de dezembro 2025

    A gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva precisou dedicar seus primeiros anos a uma tarefa de emergência: a reconstrução de um país que, segundo suas próprias palavras, estava “praticamente dizimado”.

    A magnitude do desafio enfrentado a partir de janeiro de 2023 foi detalhada pelo presidente durante a reunião do Conselho de Participação Social, na noite de terça-feira (16/dez), onde ele comparou o início de seu mandato a uma situação de penúria absoluta.

    Ao descrever o cenário encontrado no dia 1º de janeiro de 2023, Lula utilizou analogias fortes para ilustrar a falta de recursos e estrutura.

    “Era como se nós tivéssemos chegado num açude para beber água e não tivéssemos encontrado água. Nós tivemos que cavar outra vez para encontrar um pouco d’água”.

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    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (Presidente do Brasil)

    A situação se assemelhava a chegar a uma área de plantio sem ferramentas:

    “É como se chegássemos numa roça para trabalhar e não tivesse nada nenhuma pequena enchada para que a gente começasse a tirar os carrapichos ou a carpinar para plantar o que a gente comer. Eles tinham praticamente dizimado quase tudo nesse país”.

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    Um dos maiores indícios do “desmazelo” e “despreparo” da gestão anterior foi a ausência de um planejamento orçamentário viável. O presidente lembrou que a equipe sequer encontrou orçamento para governar.

    “Nós tivemos que aprovar antes de eu chegar à presidência um orçamento para permitir não só que a gente governasse o primeiro ano mas para permitir que a gente pagasse inclusive dívida do outro presidente da República”.

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    O Plano de Reconstrução de 2 Anos

    Embora a situação fosse crítica, o governo foi eleito com a missão clara de agir, não de reclamar. O foco, então, tornou-se a recuperação institucional e física do país. Lula revelou que a tarefa de reconstrução consumiu praticamente dois anos inteiros.

    “Nós passamos praticamente 2 anos 2 anos reconstruindo esse país reconstruindo o ministério trocando gente colocando gente nos conselhos porque tava tudo tomado. Tava tudo tomado”.

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    A indicação de pessoal para agências e conselhos, por exemplo, foi um processo lento e complexo.

    “A gente levou 2 anos para indicar a agência porque tava tudo ocupado tudo e era uma situação muito difícil”.

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    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (Presidente do Brasil)

    O sucesso dos dois primeiros anos só foi possível graças à “obstinação” em recuperar o Brasil, realizando o “plantio das coisas que a gente entendia que deveria fazer” e garantindo a “colheita que estamos fazendo agora”.

    Conquistas Impossíveis e o Avanço Democrático

    Apesar das dificuldades iniciais, o presidente Lula manifestou “muito orgulho” de ter conduzido o país a uma “situação altamente confortável” nos campos da economia, das conquistas sociais e dos avanços democráticos.

    Um dos pontos de maior destaque, e que reflete a resiliência democrática do país, é a punição de indivíduos envolvidos em ataques institucionais. O presidente sublinhou um fato inédito:

    “É importante a gente não esquecer que pela primeira vez em 520 anos você tem um presidente da República preso por tentativa de golpe e você tem junto com ele quatro generais de quatro estrelas presos coisa que nunca tinha acontecido nesse”.

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    Para Lula, este não é um motivo de orgulho individual, mas sim a prova de que a sociedade brasileira amadureceu, aprendendo a “exercer a democracia nesse país” e passando a exigir que as regras eleitorais e constitucionais sejam cumpridas.

    O presidente reforçou seu próprio exemplo de acatamento democrático, citando as três eleições presidenciais que perdeu (89, 94 e 98) sem “nenhum gesto de rebeldia”.

    O resultado dessa “obstinação” e da resposta da sociedade é a consolidação de um “momento primoroso” para o Brasil, onde se conseguiu demonstrar, “pela primeira vez de que a democracia vale a pena quando ela é exercida na sua plenitude”.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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